O serviço de streaming Disney+ arranca a 12 de novembro nos EUA e o preço de subscrição será de 6,99 dólares por mês [6,19 euros] e 69,99 dólares por ano [61,99 euros], anunciou a Disney esta quinta-feira numa apresentação aos investidores, transmitida pela Internet.

A expansão para outros mercados está prevista para 2020, a começar progressivamente pela Europa, e 2021. Já é possível registar para receber novidades no endereço preview.disneyplus.com.

Com "Captain Marvel", tudo o que for lançado nos cinemas a partir de agora já vai ser exclusivo do Disney+, mas inicialmente não vão estar todas as produções anteriores por causa de acordos de licenciamento, nomeadamente com a Netflix. Por isso, os analistas prevêem que o serviço irá entrar em determinado país quando tiver readquirido os respetivos direitos de todos os títulos nessa zona.

A Disney revelou que o serviço será uma experiência rica em recursos que tornará fácil aos subscritores percorrer, descobrir e ver os seus programas preferidos, com espaços dedicados à Disney, Pixar, Marvel, "Star Wars" e National Geographic. Os assinantes também terão a capacidade de criar perfis personalizados, cada um a receber sugestões com base nos gostos, consumos passados ​​e conteúdo preferencial.

Bob Iger, CEO da Disney, partilhou a primeira imagem do futuro serviço nas redes sociais.

O Disney + estará disponível numa ampla gama de dispositivos, incluindo consolas de jogos, aparelhos de "streaming" e "smart TVs". Também se ajustará à melhor experiência de visualização de alta definição baseada na largura de banda disponível do subscritor, com suporte para reprodução vídeo HDR 4K.

Significativamente, vai fazer possível fazer o "download" para que todo o conteúdo possa ser visto pelos subscritores "offline".

O que aí vem

The Mandalorian

O mercado de streaming, dominado pela Netflix e 140 milhões de assinantes, é hoje em dia o passo inevitável dos grupos de media e tecnológicos.

A Amazon também está presente com a Prime Video, e a Apple acaba de anunciar a sua própria plataforma, a Apple TV+, que será lançada este ano em data e com preço ainda desconhecidos.

Está previsto que a WarnerMedia (anteriormente Time Warner), comprada pela operadora de telecomunicações AT&T, se lance também este ano na competição, e que a NBCUniversal (grupo Comcast) o faça no ano que vem.

O catálogo Disney+ arranca com mais de 500 filmes (incluindo todos os da Pixar) e 7500 episódios de televisão. Reunidos estarão os títulos da Disney, Pixar, Marvel, "Star Wars" e National Geographic, além do catálogo orientado para toda a família da 20th Century Fox, nomeadamente "Música no Coração", "A Princesa Prometida" e a série "Malcolm in the Middle" ("A Vida é Injusta" em Portugal).

Os títulos destinados a um público mais adulto ficarão para o serviço Hulu.

No primeiro ano do Disney+ serão ainda lançadas mais de 25 séries e 10 filmes originais, além de documentários e programas especiais. A Disney investirá mais de mil milhões de dólares em produção original em 2020, valor que ultrapassará os dois mil milhões em 2024, o primeiro ano em que está previsto o serviço dar lucro.

Já para o lançamento a 12 de novembro destaca-se "The Mandalorian", a série "Star Wars" de 10 episódios realizada por Jon Favreau ("Homem de Ferro", "O Livro da Selva) e que aborda histórias após "O Regresso de Jedi" (1983).

Entre as apostas formalmente anunciadas está ainda uma prequela de "Rogue One" centrada na personagem de Cassian Andor (Diego Luna), a lançar no segundo ano do serviço. A nova temporada de "Star Wars: The Clone Wars" também será exclusiva do Disney+ durante o primeiro ano.

Uma série animada à volta de vilãs clássicas da Disney, como Ursula de "A Pequena Sereia" junta-se à já anunciada "Monsters at Work", a sequela em formato de série de "Monstros & Companhia", com Billy Crystal e John Goodman a regressarem como as vozes de Mike e Sullivan (primeiro ano).

Já com o lançamento chega outra série relacionada com "Toy Story", intitulada "Forky Asks a Question" (Forky é uma nova personagem de "Toy Story 4", que estreia nos cinemas este verão) e no primeiro ano "Lamp Life", uma curta à volta da personagem Bo Peep da mesma saga.

Também a 12 de novembro ficará disponível "SparkShorts", o nome de uma série de curtas de animação da Pixar destinadas a descobrir talentos e explorar novas técnicas.

No mundo da Marvel, além de "What If…?", a sua primeira série de animação, prevista para o primeiro ano, estão a ser preparadas mais quatro centradas em personagens do seu Universo Cinematográfico, três das quais foram anunciadas: no primeiro ano chega "Falcão & Soldado de Inverno”, com Anthony Mackie (Sam Wilson, o Falcão) e Sebastian Stan (Bucky Barnes, o Soldado de Inverno); no segundo ano será a vez de "Loki", com Tom Hiddleston; e "WandaVision", à volta da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany). A quarta série, ainda sem título, será com Jeremy Renner como Clinton Barton, o Hawkeye.

Outras produções originais serão as séries "High School Musical: The Musical: The Series" (já a 12 de novembro) e "Diary of a Female President" (primeiro ano), que tem Gina Rodriguez ("Jane the Virgin") envolvida na produção, o documentário "The World According to Jeff Goldblum" (aquando do lançamento) e "Into the Unknown: Making Frozen 2", a primeira vez que a Disney deixou as câmaras registarem em todos os detalhes o processo de criação de uma longa-metragem de animação.

Nos filmes exclusivos, logo no lançamento do serviço ficará disponível a nova versão de "A Dama e o Vagabundo" (1955), também em animação, e no primeiro ano serão lançadas novas versões de "A Espada Era a Lei" (1963) e "Três Homens e Um Bebé" (1987), além de uma adaptação dos livros "Timmy Failure" (realizado por Tom McCarthy, de "O Caso Spotlight), "Noelle" (com Anna Kendrick), "Togo" (com Willem Dafoe), "Stargirl" (com Grace VanderWaal) e a animação "The Phineas and Ferb Movie" (título provisório), baseada na série televisiva.

A Disney+ também anunciou que todas as 30 temporadas da série "Os Simpsons" ficarão disponíveis a partir do primeiro dia, o que teve direito a vídeo especial com a famosa família de Sprinfield.