Após uma semana de exibição de 15 filmes de realizadores de nove países do mundo, incluindo Cabo Verde, chega assim ao fim mais uma edição do festival de cinema, em que foram premiadas quatro películas nas categorias de longa-metragem, longa-metragem documentário, curta-metragem e o “Prémio Parda”, que é equivalente a um prémio do júri, destinado ao melhor filme desta edição, e que foi para “M-001”, do realizador francês Franck Onouviet.

O filme “Mor”, do realizador cabo-verdiano Neu Lopes venceu na categoria melhor longa-metragem, enquanto nas outras classes os vencedores são: melhor longa-metragem documentário “Beyond Forlândia”, do realizador Marcos Colón (USA) e melhor curta-metragem “North & Nowhere”, de Scott Ballard (USA), além do “Prémio Parda”, votado pelo juri.

No ato de encerramento, testemunhado pelo ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente, a comissão organizadora fez “balanço positivo” do evento, apelando mais uma vez à participação das pessoas, de realizadores cabo-verdianos, especialmente, estudantes universitários da área audiovisual.

Considerando que “vale a pena a continuidade” do Cabo Verde International Film Festival (CVIFF), o ministro da Cultura anunciou que até o final do ano o Governo vai transferir à Associação Cabo-verdiana de Cinema cerca de oito mil contos, prevendo-se, todavia, um aumento para o próximo ano, à volta de 10/12 mil contos, visando permitir condições para mais participação de realizadores cabo-verdianos.

“Isso significa que estão garantidas todas as condições para que também no próximo ano haja um aumento exponencial da presença de filmes cabo-verdianos. O acordo que nós firmamos com a Associação Cabo-verdiana de Cinema implica a publicação de editais para financiamento de produção de curtas e longas-metragens cabo-verdianas”, precisou.

A produtora executiva, Suely Neves, em representação da comissão organizadora, A V!VA Imagem, com “alguma satisfação” disse que a edição deste ano foi “bem-sucedida”, já que as coisas correram como planeadas e também pela adesão e feedback das pessoas que vieram assistir aos filmes.

“Foi bom. Há sempre desafios que, entretanto, nos ajudam a aprender e a melhorar. E já estamos preparados para a próxima edição, apostando mais no marketing nas suas diferentes formas, de modo a perceber a população salense e fazer abraçar o projeto”, disse.

Para esta edição, o CVIFF contou com a parceria do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e a Associação do Cinema e Audiovisual de Cabo Verde, Câmara Municipal do Sal, Hotel Odjo d’Água, 32 Cabo Verde, nhaCabo e Ann Brown Media, com patrocínio do Hotel Morabeza e da Unitel T+.