Benvindo Cabral, que falava à imprensa, à margem da tomada de posse da nova direcção da associação, afirmou que em Cabo Verde existe um cinema de “autor” com “desafios enormes” que é preciso criar condições para ter mercado que adquira conteúdos produzidos pelos autores nacionais.

A mesma fonte sublinhou ainda que, neste momento, está sendo trabalhado a Lei do cinema, que considera ser o ponto de partida para se falar “verdadeiramente” no cinema cabo-verdiano.

“Em Cabo Verde existe um cinema de autor, é um cinema feito por pessoas, não é uma indústria ainda, acredito que um dia as pessoas em Cabo Verde possam vir a viver fruto do audiovisual de cinema” prosseguiu.

A mesma fonte constatou igualmente que em Cabo Verde “não há mercado de conteúdos”, sugerindo que Cabo Verde Broadcast venha ser elo de ligação entre os produtores e os meios de divulgação.

“Porque para se ganhar dinheiro ou para se ter pessoas a trabalhar numa determinada área é preciso ter mercado, nós não temos um mercado de conteúdos, as televisões não compram conteúdos e é preciso trabalhar nisso” defendeu.

Acrescentou ainda que o foco da associação é ver televisões (públicas e privadas) a pagar pelos conteúdos. Mário Benvindo Cabral acrescentou ainda que é preciso capacitar produtores a produzirem conteúdos com qualidade para passar nas televisões.

“O objectivo é que as televisões comecem a pagar pelos conteúdos e comecem a dar oportunidades aos conteúdos nacionais, produzidos por produtores independentes”, frisou.