"Christopher Robin" marca o regresso ao cinema de Winnie the Pooh em mais uma versão em imagem real inspirada nos clássicos da animação da Disney, mas não vai chegar ao segundo mercado de cinema mais importante do mundo: foi banido na China.

Segundo o The Hollywood Reporter, as autoridades chineses não autorizaram a estreia do filme toda a família e isso está a ser interpretado como mais um capítulo na "guerra" contra... Winnie the Pooh.

Não foi dada qualquer justificação oficial para a decisão, mas fontas na China garantem que não foi política e teve a ver com o sistema de quotas que a China impõe aos filmes estrangeiros.

Mas outra fonte diz que faz tudo parte de uma campanha do governo para fazer "desaparecer" a imagem do ursinho amante de mel depois de ativistas contra o poder do Partido Comunista o terem comparado ao presidente chinês Xi Jinping.

Numa primeira imagem que se tornou viral no verão do ano passado, Xi Jinping caminha ao lado do Presidente Obama, enquanto noutra Winnie the Pooh fazia o mesmo com o Tigre.

A moda pegou em resultado disso, a censura começou a bloquear as imagens do "símbolo da resistência" Winnie the Pooh nas redes sociais e recentemente fez o mesmo com o canal HBO depois de apresentador John Oliver ter criticado Xi Jinping por se revelar tão sensível com a comparação.

"Christopher Robin" mostra Winnie The Pooh a visitar aquele que foi o jovem rapaz das aventuras no Bosque dos 100 Acres, descobrindo que o adulto (Ewan McGrego) é agora um homem de negócios sem imaginação completamente obcecado pelo trabalho e sucesso que está prestes a perder a esposa e a filha.

O filme é realizado por Marc Forster ("À Procura da Terra do Nunca") e no elenco estão ainda Hayley Atwell, Bronte Carmichael e Mark Gatiss. Estreou este fim de semana nos EUA, ficando em segundo lugar nas bilheteiras, com 25 milhões de dólares. A data portuguesa ainda não está confirmada.

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