Elia Kazan corre o risco de ser lembrado mais pelo seu papel na «caça às bruxas» dos anos 50. Tiremos já isso do caminho: em 1952, acossado pela House Un-American Activities Comittee, ferramenta do senator Joe McCarthy para tentar extirpar o comunismo da América, Elia Kazan, que havia feito parte do Partido Comunista Americano nos anos 30, denunciou vários dos seus colegas que, ao longo dessa década, não mais arranjaram emprego no seu ramo.

Imoral? Desprezível? Talvez, mas por um lado apenas Kazan sabe a pressão a que esteve sujeito e, por outro lado, tal facto não belisca em nada uma das mais brilhantes e influentes carreiras da época dourada de Hollywood.

Nascido Elias Kazanjoglou, em Kayseri, na Turquia, a 7 de Setembro de 1909, emigrou para os Estados Unidos, acompanhado pela família, em 1913, tendo-se estabelecido em Nova Iorque. Após recusar ficar com o negócio de venda de tapetes do pai, frequentou a Yale School of Drama, tendo posteriormente feito parte do nova-iorquino Group Theatre juntamente com
Lee Strasberg e
Stella Adler. Aproveitando os métodos de representação e as vedetas do Actor’s Studio, revolucionou o teatro da cidade com as suas representações de «All My Son’s» e «A Morte de Um Caixeiro Viajante», ambas de
Arthur Miller e contribuiu decisivamente para a reputação crítica e popular de
Tenessee Williams com encenações de «Um Eléctrico Chamado Desejo» e «Gata em Telhado de Zinco Quente».

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