Confirma-se: a versão de "Bohemian Rhapsody" que está a passar nas salas de cinema da China foi censurada.

A notícia da autorização de estreia naquele país do "biopic" sobre Freddie Mercury surgiu pouco depois do filme ganhar quatro Óscares.

Nessa altura, as previsões iam no sentido de que a censura iria cortar cerca de um minuto de beijos homossexuais e consumo de drogas.

Afinal, a versão que estreou na sexta-feira, 22  de março, tem cortes bem mais drásticos que também passaram pela cena em que o vocalista os outros membros dos Queen se vestem de mulher e até referências à Sida.

Segundo o jornal The New York Times, citado pelo The Guardian, despareceu a cena em que Mercury fala com franqueza sobre a sua sexualidade com a noiva e outra em que é apresentado o seu futuro parceiro, Jim Hutton.

O momento em que revela aos outros membros do grupo que tem Sida, durante os ensaios para a atuação no Live Aid, foi silenciado e não aparecem legendas.

O porta-voz do estúdio 20th Century Fox não quis fazer comentários sobre a censura ao seu filme.

Antes, já tinham sido eliminadas as referências homossexuais no discurso de Rami Malek após ganhar a estatueta de Melhor Ator por "Bohemian Rhapsody": a rede social chinesa Weibo encheu-se de comentários negativos após a Mango TV, uma das estações mais populares na China e uma das duas que exibiram a cerimónia em "streaming", ter trocado "gay men" [homossexuais] por "special group" [grupo especial] na legendagem.