Mais do que se mostrar arrependida por ter feito filmes com os dois, Kate Winslet arrasou completamente Woody Allen e Roman Polanski.

Os filmes em causa foram respetivamente "Roda Gigante", de 2017, e "O Deus da Carnificina", de 2011.

Numa nova entrevista e com alguns palavrões pelo meio, a atriz diz ainda não perceber como é que ela e o mundo do cinema apoiaram os dois cineastas.

"É do género, o que é que eu estava a fazer a trabalhar com Woody Allen e Roman Polanski? Agora é para mim inacreditável como é que estes homens foram tidos em tão elevada consideração, de forma tão ampla na indústria cinematográfica e durante tanto tempo. É uma desgraça", disse à revista Vanity Fair.

Woody Allen foi acusado por Dylan Farrow, filha adotiva de Mia Farrow, de a ter molestado quando tinha sete anos, o que este sempre negou.

As autoridades médicas e judiciais não encontraram indícios que justificassem avançar com acusações em 1993.

Já Roman Polanski foi condenado por violação de uma jovem de 13 anos em 1977. Após cumprir uma pena de 42 dias e alertado que seria condenado a sentença mais grave, abandonou os EUA em direção a França e nunca mais regressou.

No outono de 2017, Kate Winslet foi muito criticada nas redes sociais por defender Woody Allen durante a promoção de "Roda Gigante".

Em janeiro de 2018, ao aceitar um prémio pela carreira dos London Critics' Circle Film Awards, sem mencionar nomes, revelou que tinha "arrependimentos amargos" em relação a algumas das pessoas com quem trabalhara, explicando que era o resultado de uma reflexão após os escândalos sexuais revelados pelo movimento #MeToo.

Na entrevista à Vanity Fair, o arrependimento é transparente: "Tenho de assumir a responsabilidade pelo facto de que trabalhei com os dois. Não posso fazer o relógio voltar atrás. Luto com estes arrependimentos, mas o que é que temos se não somos capazes de ser verdadeiros sobre tudo isso?".

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