“Estou convicto de que teremos a tão bendita lei de cinema porque na verdade faz falta, e, neste momento, com o trabalho que está a ser desenvolvido e com as dinâmicas que já aconteceram acredito que sim”, disse, ajuntando que não vai estabelecer um tempo, pois essa lei tem que passar pelo Governo e há todo “um processo burocrático” necessário para que seja “sólida e concreta”.

Em declarações à Inforpress, Mário Benvindo informou que no ano transato a associação e o Ministério da Cultura e das Industrias Criativas registaram uma “grande evolução” na preparação da lei.

Pois, segundo disse, o Governo tinha uma “certa urgência” para que esta lei fosse criada em 2018, mas que a recomendação do Instituto de Cinema de Portugal ia no sentido de se trabalhar “sem presa” para que este projeto tivesse “mais qualidade”.

Neste sentido, informou, foi criada uma equipa multidisciplinar para debater esta questão e para melhorar o projeto, que deverá contar com a colaboração de parceiros internacionais.

“Neste momento há todo o interesse do Governo em apreçar a criação desta lei. Já tivemos uma reunião preparatória e vamos ter mais encontros e acredito que deste ano não vai passar”, assegurou.

Para Mário Benvindo esta lei é de “capital importância”, uma vez que vai “balizar e situar” este setor e permitir que “as coisas entrem no eixo”.

“Sem uma lei do cinema as coisas não acontecem ou se acontecem é de uma forma à toa”, sublinhou a mesma fonte, que indicou que a lei do cinema vai regulamentar e definir a lei de base do cinema, ou seja, precisou, o que é que o Governo quer com o cinema cabo-verdiano, número filmes e documentários para este ano, quem vem filmar em Cabo Verde, quais os procedimentos e quanto dinheiro o Estado vai disponibilizar para o cinema.

O setor do Cinema e do Audiovisual neste momento conta com cerca de 30 produtoras nacionais a trabalhar no país e no estrangeiro.