O estúdio Universal vai continuar com a sua saga de filmes sobre monstros, mas sem Johnny Depp.

É o segundo revés para a carreira do ator: em dezembro tornou-se público que a Disney ia relançar a saga "Piratas das Caraíbas" sem Jack Sparrow.

Segundo a Variety, Leigh Whannell, ator e argumentista dos filmes "Saw" e "Insidious", assinou contrato para fazer "O Homem Invisível".

Whannell também realizou "Insidious: Capítulo 3" (2015) e o muito elogiado "Upgrade" (2018), produzidos por Jason Blum e a sua Blumhouse, que se especializou em projetos de baixo orçamento que se tornam grandes sucessos, como "Atividade Paranormal", "Foge", "Fragmentado", "Insidious" e o recente "Halloween".

No verão de 2017, "A Múmia" devia ter dado o "pontapé de saída" para uma saga do estúdio Universal sobre monstros chamada "Dark Universe" que trazia de volta para os cinemas também Drácula, Lobisomem, Noiva de Frankenstein e o Homem Invisível.

Além de Tom Cruise e Russell Crowe, estavam associados Javier Barden, Johnny Depp e provavelmente Angelina Jolie.

Só que as críticas ao primeiro filme com Tom Cruise foram más e o resultado foi um fracasso comercial parcialmente salvo graças às receitas de bilheteira na China. Dos planos para o "Dark Universe" pouco mais se falou.

Agora, o estúdio opta por abandonar o ambicioso conceito interligado e avança com a abordagem individualizada em que realizadores com uma nova visão consigam pegar nas personagens clássicas e torná-las relevantes para uma nova geração.

A nova versão de "O Homem Invisível" será de terror, sem restrições de orçamento, tonalidade e classificação etária, produzida pela Blumhouse. E, segundo o The Wrap, também sem Johnny Depp, que se tinha juntado ao "Dark Universe" em fevereiro de 2016.