Em 2019, o mercado de cinema nos EUA valerá 12,11 mil milhões de dólares, enquanto o da China ficará pelos 11,05 mil milhões.

No entanto, o reinado americano que começou há 100 anos com D.W. Griffith e Charlie Chaplin chegou ao fim: segundo as novas projeções da PricewaterhouseCoopers, citadas pelo The Hollywood Reporter, a China assumirá a liderança a partir de 2020.

No primeiro trimeste de 2018, o mercado chinês já tinha conseguido esse feito, sobretudo devido aos resultados de bilheteira de produções domésticas.

O que acontecerá no ano que vem é que o domínio será consistente e para o futuro: a China, com 1,4 mil milhões de população, valerá 12,28 mil milhões de dólares de receitas de bilheteira, enquanto os EUA (com o Canadá), com 328,9 milhões de pessoas, ficará pelos 11,93 mil milhões.

Contrariando a noção de que o "video-on-demand" e o "streaming" matariam o cinema, a PwC estima ainda que o mercado das bilheteiras das salas continuará a crescer até 2023, 4% em todo o mundo e 1% nos EUA.

A importação de filmes para o mercado chinês continua a ser monopólio do Estado, que permite oficialmente apenas a exibição de 34 obras estrangeiras por ano nas salas.

No entanto, a quota tem sido ultrapassada discretamente para cumprir as metas de receitas que são definidas anualmente pelo Estado chinês: foram 38 em 2016, 40 em 2017 e 41 em 2018.

O mercado de entretenimento não ficará apenas por estas alterações: embora o crescimento de clientes de serviços de "streaming" nos EUA ainda seja de 10% por ano, a consultora também avança que os serviços que serão lançados em breve pela Disney, WarnerMedia e outras empresas terão de apostar no mercado internacional para conseguir desafiar o domínio da Netflix.

Apesar de ter 149 milhões de subscritores a nível mundial, a própria Netflix reconheceu num relatório em abril que o crescimento está a diminuir por causa da quase saturação no mercado americano e a competição da Amazon, CBS All Access, HBO Now, Hulu e outros serviços.

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