"Tive a sorte de ganhar este prémio há duas décadas [por "Beleza Americana"] e acho que se quiser ser honesto comigo próprio, não senti que sabia então exactamente o que estava a fazer. Hoje em dia sinto que já sei um pouco mais", referiu Sam Mendes ao conquistar o troféu de Melhor Realizador do Directors Guild of America, o Sindicato dos Realizadores da América, por "1917".

O filme sobre a Primeira Guerra Mundial de homenagem ao seu avô, que combateu no conflito, já conquistou o troféu do Sindicato dos Produtores e os Globos de Ouro de Melhor Filme - Drama e Melhor Realização, tendo 10 nomeaçãos aos Óscares.

Mendes, que já tinha conquistado o troféu pelo seu filme de estreia, "Beleza Americana", que venceria também os Óscares de Melhor Filme e Melhor Realização, elogiou também os colegas realizadores que estavam na corrida ao mesmo prémio: Bong Joon-ho por "Parasitas", Quentin Tarantino por "Era Uma Vez... em Hollywood", Martin Scorsese por "O Irlandês" e Taika Waititi por "Jojo Rabbit".

O Directors Guild of America foi fundado em 1936 e representa os realizadores de cinema, televisão e publicidade nos EUA, e os seus prémios, criados em 1948, são considerados um dos barómetros mais certeiros para a vitória nos Óscares: o vencedor conquistou o Óscar de Melhor Realizador 62 vezes em 71 anos, 15 das quais nos últimos 16 anos (só Ben Affleck fugiu recentemente à contagem ao ganhar o prémio da DGA por "Argo" e não ser depois nomeado à estatueta dourada da especialidade).

Também é considerado que uma vitória nos DGA dá mais que 75% de probabilidade na conquista do Óscar de Melhor Filme, embora nos últimos anos a estatística tenha derrapado muito, com apenas duas coincidências em seis vitórias ("A Forma da Água" e "Birdman").

Na categoria de Melhor Primeiro Filme, a vencedora foi  Alma Har'el por "Honey Boy", o relato semi-autobiográfico da relação de Shia LaBoeuf com o seu pai, a quem agradeceu por lhe dar a oportunidade de fazer um filme sobre filhos de pais alcoólicos, o que é também o seu caso. Har'el é uma da três mulheres nomeadas na categoria e assinalou o esforço que está a ser feito para pressionar o Sindicato a alterar as políticas para o trabalho durante a gravidez e os primeiros tempos de maternidade.

Na categoria de Documentário, os vencedores foram Steven Bognar e Julia Reichert por "Uma Fábrica Americana", da Netflix, também nomeado ao Óscar.

Nas categorias televisivas, os principais vencedores foram Nicole Kassell por "Watchmen" para Melhor Série Dramática, Bill Hader por "Barry" para Melhor Série de Humor, e Johan Renck por "Chernobyl" para Melhor Telefilme ou Minisérie.

Eis a lista completa de vencedores:

Melhor Realizador de Longa-Metragem para Cinema: Sam Mendes por "1917"

Melhor Realizador Estreante de uma Longa-Metragem para Cinema: Alma Ha'rel por "Honey Boy"

Melhor Realização de Série Dramática: Nicole Kassell por "Watchmen" (HBO), episódio "It's Summer and we're Running out of Ice"

Melhor Realização de Telefilme ou Minissérie: Johan Renck por "Chernobyl" (HBO)

Melhor Realização de Série de Comédia: Bill Hader por "Barry" (HBO), episódio "ronny/lily"

Melhor Realização de Documentário: Steven Bognar e Julie Reichert por "Uma Fábrica Americana"

Melhor Realização de Reality Program: Jason Cohen por "Encore!" (Disney+), episódio "Annie"

Melhor Realização de Especiais de Variedades/Debate/Notícias/Desporto: James Burrow e Andy Fisher por "Live in Front of a Studio Audience: Norman Lear's All in the Family and The Jeffersons" (ABC)

Melhor Realização de Programa Regular de Variedades/Debate/Notícias/Desporto: Don Roy King por "Saturday Night Live" (NBC), episódio "Eddie Murphy/Lizzo"

Melhor Realização de Programa Infantil: Amy Schatz por "Song of Parkland" (HBO)

Melhor Realização de Publicidade: Spike Jonze por "Dream It" and MedMen's "The New Normal", para a Squarespace

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