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Jornalista da BBC demite-se por discriminação salarial

A jornalista da BBC Carrie Gracie anunciou esta segunda-feira, 8 de janeiro, a sua demissão como correspondente na China em função da discriminação salarial entre homens e mulheres no consórcio dos meios de comunicação públicos britânicos.

A jornalista da BBC Carrie Gracie anunciou esta segunda-feira, 8 de janeiro, a sua demissão como correspondente na China em função da discriminação salarial entre homens e mulheres no consórcio dos meios de comunicação públicos britânicos.

Gracie falou da crise de confiança que a BBC vive desde que o consórcio se viu obrigado no ano passado a revelar os salários dos seus funcionários mais bem remunerados. "Os dados mostraram uma indefensável diferença salarial entre homens e mulheres que fazem o mesmo trabalho", escreveu num artigo em que anuncia sua demissão.

A jornalista e ex-apresentadora do programa "HARDtalk" vai abandonar o posto de correspondente na China e voltará para Londres. Carrie Gracie recordou ainda que cerca de 200 funcionárias da BBC apresentaram queixas sobre os seus salários.

Segundo os dados difundidos em julho passado, dois terços dos profissionais que ganham mais de 150 000 libras por ano (170 mil euros) eram homens.

A demissão de Gracie foi amplamente difundida nos noticiários da BBC, que se defendeu das acusações assegurando que não existe uma discriminação sistemática contra as mulheres na estação.

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T.D. / AFP

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