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MCIC recebeu 26 propostas ao concurso de criação do logótipo da candidatura da morna à UNESCO

A primeira edição do concurso foi suspensa em outubro de 2016.

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créditos: Expresso das Ilhas

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) divulgou, esta quarta-feira, uma lista com 26 nomes individuais e coletivos das propostas ao concurso de criação do logótipo da candidatura da Morna a Património Cultural e Imaterial da Humanidade da UNESCO.

De acordo com o ministério, esta divulgação está conforme com o ponto 4.2 do regulamento do concurso, reaberto a 10 de março e que terminou no mesmo mês, sendo que a proposta vencedora vai receber um prémio pecuniário de 125 mil escudos.

Em outubro último, após a apresentação do vencedor do concurso, no mesmo dia , o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente, anunciou publicamente a sua suspensão do concurso por suspeitas de plágio da proposta vencedora.

O argumento usado na altura era que o desenho vencedor, da autoria do licenciado em Comunicação e Multimédia Ednezer Mestre, misturava elementos copiados de um arquivo digital e outros do logótipo para o Ano da Fé 2012-2013.

O autor da proposta vencedora rejeitou as suspeitas de plágio, assegurando que criou o logótipo de raiz e já avançou para Tribunal para o provar.

Em outubro do ano passado, Abraão Vicente estimou entregar o processo de candidatura da morna a Património Imaterial da Humanidade até final deste ano, contando neste processo com a ajuda da equipa que preparou a candidatura portuguesa do Fado.

Adiantou ainda que em janeiro assinava um protocolo formal no sentido de uma equipa técnica de Portugal vir ao país para formalizar todo o processo da candidatura e entregá-la na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), num período máximo de um ano.

“Até à entrega formal para a sua avaliação, temos que fazer um conjunto de ações de charme internacional , com espetáculos, levar artistas para locais nobres”, propôs. Ainda antes da entrega do dossiê à UNESCO, comunicou que vão promover dois ou três festivais da morna, em parceria com agências internacionais em Nova Iorque (Estados Unidos da América), Lisboa (Portugal) e Paris (França), no sentido de consciencializar para o potencial da morna.

Para além de Portugal, Cabo Verde vai contar com Espanha, França e Luxemburgo no processo de candidatura da morna a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Em relação ao financiamento da candidatura, assegurou que a Cultura vai receber 500 mil euros do pacote assinando entre Cabo Verde e Luxemburgo, recentemente, montante a investir na candidatura da morna e em projetos como direitos autorais e Cidade Velha Património da Humanidade e sua requalificação.

O regulamento do concurso do logótipo de candidatura da morna à UNESCO também mereceu critica do artista plástico e designer Kiki Lima, que afirmou que o mesmo viola os direitos do autor, por conter “incongruências várias”, mas as suas mais lesivas normas são os pontos 1.8, 7.1 e 7.2, que, a seu ver, violam o disposto no Decreto Legislativo nº 1/2009 (Lei de Direitos de Autor) em vigor.

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