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Leroy Pinto: “A música é o meu mundo”

O jovem músico sonha um dia pisar grandes palcos.

créditos: Foto cedida

Leroy Pinto é natural de Tarrafal de São Nicolau e tem uma grande paixão pela música. Aos 27 anos alimenta o sonho de lançar o seu primeiro álbum e estar nos grandes palcos.

A música começou dentro de casa, como conta, a mãe e a avó cantavam no coro da igreja e a sua primeira apresentação também aconteceu nesse espaço religioso, durante a cerimónia da sua Primeira Comunhão, aos 7 anos.

Em finais de 2013, formou um grupo com outros três amigos e juntos começaram a cantar em bares e restaurantes da ilha de São Nicolau.

Em 2014, mudou-se para a capital do país para estudar. “Formei-me em Técnicas de Energias Renováveis mas quando vim tinha em mente o desejo de continuar a cantar e sabia que aqui as oportunidades eram maiores”, revela.

“Se queria ser conhecido, fazer mais shows, sabia que teria de sair de São Nicolau”, acrescenta.

Reconhece que no início não foi fácil. “Agora estou a colher os frutos do esforço que fiz no início. Tenho tido muitos shows, já atuei noutras ilhas como Sal, Boa Vista e Maio”.

“O meu repertório é diversificado”

Leroy tem como referência artistas como Ildo Lobo, Dudu Araújo, Biús, Tito Paris, Mayra Andrade, Lura e Nancy Vieira. “Gosto de cantar o estilo tradicional mas o meu repertório para os shows é diversificado pois depende muito do ambiente e da reação do público”, avança.

Leroy planeia lançar o primeiro single ainda este ano, e o primeiro CD já está ‘no papel’. “Faltam meios financeiros para entrar em estúdio”.

O álbum terá 12 faixas, todas da autoria de Leroy, e o lançamento, acredita, deve acontecer em 2018. “Sinto-me mais à vontade a cantar estilos tradicionais mas neste trabalho vou trazer um leque variado de ritmos como batuque, kizomba, coladeira, pop-rock e soul”.

“A música é o meu mundo, quando estou no palco sinto-me bem e acredito que transmito este sentimento”.

Leroy Pinto quer pisar grandes palcos e mostrar o seu trabalho ao maior número de pessoas possível. “E quem sabe um dia colaborar com artistas como William Araújo, Nelson Freitas e Mayra Andrade”, termina com um sorriso.

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