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Kriol Jazz 2017 traz Maria Gadú a Cabo Verde

Esta é a nona edição do evento que segundo a organização já é um produto turístico de Cabo Verde.

créditos: CM

O evento de “world music” que está quase a completar uma década de existência, volta a trazer grandes nomes da música internacional ao palco da cidade da Praia. O cartaz da 9ª edição foi hoje divulgado pela organização, Harmonia e Câmara da Praia.

Cartaz 2017

Como já tinha sido avançado pelo SAPO anteriormente, o homenageado desta edição é o músico cabo-verdiano Humberto Bettencourt Santos (Humbertona), um homem do violão, que segundo a vereadora da cultura da CMP, Débora Sanches, deu um grande contributo para a música tradicional cabo-verdiana, nomeadamente, a nível do violão.

O Kriol Jazz Festival 2017 já tem o cartaz definido com presença de artistas de três continentes.

O festival arranca no dia 8, com a “Zona Kriol”, numa iniciativa que descentraliza do palco do festival. Este ano o dia gratuito do festival acontece no bairro de Fundo Cobon e conta com nomes nacionais como: Silvano e Kala Jula, que vão juntar ritmos tradicionais com sonoridades do Mali, o rapper Hélio Batalha, Rui di Bitina e ainda no encerramento Fidjos di Codé di Dona. Os dois primeiros nomes foram escolhidos por concurso, adianta José (Djô) da Silva, da Harmonia.

Já no dia 13, a noite é dedicada ao encerramento do Atlantic Music Expo, com cartaz ainda por anunciar.

Nos dias 14 e 15, o festival acontece como sempre na Pracinha da Escola Grande, com entrada a 1500 escudos (só festival) ou 2000 escudos (jam session).

Na sexta-feira, 14, vão estar em palco nomes como Grace Évora que vai apresentar um novo álbum num registo diferente do habitual. Segue-se Leyla McCalla, uma crioula do Haiti e que está a dar cartas na música.

Depois, da França chega o trio de Sylvain Luc e para finalizar a brasileira Maria Gadú, que segundo Djô da Silva, a organização tem tentado trazer para o certame há alguns anos.

Já no encerramento, estão previstas as atuações de Elida Almeida que também deverá fazer a apresentação do novo álbum, previsto para março, em Cabo Verde. Segue-se Spyro Gyra, coletivo americano que conta com mais de 40 anos de experiência de jazz.

A noite termina com o cubano Roberto Fonseca, um dos mais promissores músicos de jazz latino da atualidade, e ainda Pat Thomas, que é uma referência da música moderna africana, mais concretamente, do Gana.

Ambos os dias haverá jam sessions na Kebra Canela com a atuação de DJ e bandas, tais como: Jaixi feat. Boaz da Costa do Marfim, DJ Mo Laudi, da África do Sul, Topium, do Canadá, e DJ Satelite, de Angola.

Evento com projeção internacional

Segundo a organização, o Kriol Jazz é um evento com um nível de exigência cada vez maior. Além dos artistas que de alguns anos para cá já solicitam para marcar presença no certame, o evento tem atraído cada vez mais imprensa internacional e este ano conta com 35 órgãos de comunicação social internacionais.

Um evento que também já “ultrapassa fronteiras” e Djô da Silva salienta que o Kriol Jazz Festival é um produto turístico. “Falta, talvez, os organismos que gerem o turismo do país entenderem isso e envolverem-se também”, acrescenta.

A mesma fonte adianta que os operadores turísticos já pressionam para saber a programação do festival com antecedência.

A opinião é partilhada por Débora Sanches, vereadora da cultura, que salienta também que o certame contribui para a economia local.

Orçamento de 25 mil contos

O evento deste ano tem um orçamento de 25 mil contos, sendo que metade do montante é garantida pela edilidade. O restante provém de parcerias privadas.

Segundo a Harmonia, o festival só conseguiu equilibrar as contas e não ter prejuízo depois de sete anos.

Débora Sanches salienta que a parceria entre as duas entidades é "excelente" e para continuar.

O preço dos bilhetes para edição de 2017 mantém-se inalterado.

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