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Grupo Bulimundo promete novo trabalho discográfico em 2018 recheado de funaná

O conjunto Bulimundo, que regressou oficialmente aos palcos em Abril de 2016, depois de décadas de ausência, promete um novo trabalho discográfico em 2018 recheado de funaná típico deste grupo.

créditos: Inforpress

A informação foi dada à imprensa, esta madrugada, por Zé Mário, um dos vocalistas do grupo, após a atuação do Bulimundo, que fechou o primeiro dia da Atlantic Music Expo (AME), na Pracinha da Escola Grande, na Cidade da Praia, por volta das 01:00.

Zé Mário informou que o grupo já está no terreno a fazer recolha e tem preparado algumas músicas para a gravação do próximo álbum.

O regresso do Bulimundo, que “veio para ficar”, segundo o vocalista, vai para além das apresentações, mas também com discos novos, tendo em conta que o público já está a pedir um novo trabalho discográfico.

De momento, o Bulimundo está a apresentar os seus “clássicos” em Cabo Verde e no mundo, tendo já uma agenda “completamente esgotada”, que vai desde concertos por várias ilhas do país e a nível internacional.

Para o mês de Maio, o grupo já tem agendado atuações na ilha do Fogo, no dia 01, por ocasião das festas de São Filipe, no Festival internacional da Gamboa, na Cidade da Praia e em Lisboa, Portugal, no dia 27.

No mês de Junho, antes da sua participação nas festas de São João, na Brava e em Santo Antão, e outros espetáculos no país, nomeadamente na Boa Vista, os Bulimundo deverão atuar em Paris, dia 03, e na Holanda, dia 04.

O grupo, atualmente constituído por antigos elementos e algumas caras novas, num total de 11, integrando Zeca di Nha Reinalda, Zé Mário e Ibrantino (vozes), Nonó (Saxofone), Nhelas (percussão), Lulan e Silva (viola-baixo), Duca (piano), Jorge Pimpas (bateria) Manel di Candinho (guitarra), Nené (guitarra e sopro), já fez digressões pela Europa, Estados Unidos e Cabo Verde.

O conjunto Bulimundo foi fundado em 1978 por Carlos Alberto Martins, “Katchas”, num período de grande efervescência cultural no arquipélago, com destaque para o movimento que defendia o retorno às origens da música tradicional com vista a se encontrar novas formas musicais – Funaná.

As primeiras actuações do grupo na Cidade da Praia aconteceram em 1979 e acaba por obter notoriedade e aceitação no meio urbano, depois de ser convidado para apresentações oficiais, nomeadamente a participação nas festividades do 5.º aniversário da Independência, mas o apogeu foi atingido em 1981.

Em 1980, o Bulimundo deu os primeiros “shows” na Holanda e na França, e lança um primeiro LP intitulado “Bulimundo”, e um segundo “Djam Brancu Dja” (ambos gravados ao mesmo tempo em Roterdam) e, no ano seguinte, o conjunto faz uma grande digressão à Europa e Estados Unidos.

Constam ainda da sua discografia “Mundo Ka Bu Kaba” (1982), “Êxodo” (1983), “Compasso Pilon” (1984) e “Na Kal Qui Bu Ta Linha” (1991 depois do falecimento de Katchás em 1989) e o último CD seria “Ta N’Deria Ka ta Kai” (1997).

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