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“Foi o melhor festival que já realizamos”, diz organização do Grito Rock Praia

A 5ª edição do Grito Rock Praia aconteceu no sábado, 08, no Plateau, na cidade da Praia.

Músico Djick

A cidade da Praia acolheu no sábado, 08, a 5ª edição do Grito Rock Praia. Este ano o festival homenageou o violinista Henrique Teixeira, mais conhecido por Djick, e trouxe pela, primeira vez, vozes femininas para o seu palco.

A abertura do evento esteve a cargo da cantora Khyra que subiu ao palco por volta das 16:30 acompanhada pela banda Bons Amigos, perante um público escasso.

Segundo a artista, a organização do evento devia investir mais vezes em vozes femininas.

O relógio marcava 17:26 quando a AfroBand subiu ao palco para apresentar ao público “IdukaSON Geral “, um projeto infantojuvenil do Konjuntu di Zumbi que conta com a participação de Gamal e Heavy H.

“Foi interessante participar no evento. O público estava atento e foi uma oportunidade para mostrar o nosso novo trabalho discográfico que pretendemos lançar brevemente no mercado”, disse Gamal ao SAPO.

De seguida foi a vez da Banda MR, um grupo natural da cidade de Luanda, Angola, que se encontra, atualmente, a residir na cidade da Praia.

“Muxima”, “Diz-me que sim”, “Ana Júlia” e “Mila”, foram alguns dos temas interpretados pelo grupo que já tem 10 anos de carreira.

Da ilha da Boa Vista diretamente para o Grito Rock chegou o Fusion Band. O grupo fundado em 2006 trouxe aos praisenses um pouco de música tradicional, funk e reggae.

“Foi gratificante e motivador, uma vez que, é a primeira vez que atuamos no Grito Rock”, disse Piduka, um dos elementos do grupo.

Passava das 19:30 quando Eric e The Double Djack, da Praia, subiram ao palco do festival. O grupo fez o público vibrar de início ao fim com as suas músicas e ainda fez uma homenagem ao lendário músico Chuck Berry, que faleceu no mês passado.

De seguida, a organização chamou ao palco o músico Djick, o homenageado da 5ª edição do festival, para receber o troféu.

Emocionado, o artista disse que não estava a espera e que foi uma surpresa “extremamente agradável”. “Já me quiseram homenagear no passado, mas é a primeira vez que aceitei, realmente, ser homenageado. Simbolicamente, essa homenagem significa essa ligação que deve existir entre essas duas gerações”.

O JAF Band, um grupo de jovens naturais de ilha de São Nicolau, também passou pelo palco do festival.

Por volta das 21h15, o grupo praiense Primitive subiu ao palco e levou o público ao delírio com vários temas entre os quais “Paranóia”. O grupo dividiu o palco com a filha do músico César Freitas. “Já somos reconhecidos e temos o nosso público. Foi agradável ver a vibração”, disse César Freitas, um dos elementos do grupo.

De seguida foi a vez da banda brasileira Andes apresentar pela primeira vez em Cabo Verde um pouco do seu trabalho. O público interagiu do inicio ao fim com os temas da banda que veio de Fortaleza.

Em conversa com o SAPO, o vocalista da banda, Carlos Ramos disse que é a primeira vez que o conjunto atua fora do território brasileiro. “É a primeira viagem internacional que estamos a realizar, então para o grupo é muito bom. No Brasil existe o festival Grito Rock, mas é diferente do de Cabo Verde, que já é um festival. Foi gratificante”, afirma.

O encerramento da 5ª edição do Grito Rock ficou ao cargo de Coldness, outro grupo oriundo de Fortaleza.

É de realçar que os grupos NP5, da cidade da Praia, e Enorme, das Canárias, que faziam parte do cartaz não marcaram presença no evento.

Em forma de balanço a organização deu nota positiva ao evento.

“Em termos de apoios, o balanço é negativo. Mas foi o melhor festival que já realizamos. Para o próximo ano vamos repensar a versão do Grito Rock, porque o festival precisa de mudanças. Para o ano prometemos um festival ainda melhor”, conclui César Freitas, membro da organização.

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