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Don Kikas: “Éramos vistos como estrelas do gueto. Nunca imaginámos o sucesso que a kizomba teria”

Don Kikas relembra em entrevista como ‘invadiu’ Portugal na década de 1990 com os ritmos da kizomba, numa altura em que “muitas portas ainda estavam fechadas” aos sons africanos. Ao todo, foram 22 anos de carreira que o músico angolano celebrou recentemente com um álbum que reúne os maiores sucessos, seguindo-se um concerto no Teatro Tivoli de Lisboa marcado para o próximo dia 20 de Maio.

Em 1995, com o álbum Sexy Baby, o músico angolano Don Kikas mostrava o seu cartão-de-visita e o da kizomba ao público de Portugal, isto numa altura em que as editoras e a comunicação social ignoravam este fenómeno musical, relembra o cantor nascido na cidade do Sumbe. A partir daí seguiram-se mais cinco álbuns – Pura Sedução (1997), Xeque-Mate (1999), Raio X (2003), Viagem (2006) e Regresso à Base (2011) – que empurraram a kizomba da marginalidade a que estava confinada para a popularidade que hoje tem no país de Camões.

Para celebrar uma carreira com mais de duas décadas, o Teatro Tivoli de Lisboa vai vestir-se de gala, no dia 20 de Maio, para receber Emílio Camilo da Costa (ele próprio, o Don Kikas), um espectáculo que percorrerá os maiores sucessos da carreira do artista nas últimas duas décadas e que contará com diversos convidados dos PALOP. Será também a ocasião em que o músico do Kuanza-Sul vai gravar o seu primeiro DVD ao vivo.

O seu último álbum, recentemente lançado nas plataformas digitais e que chega hoje às lojas físicas de venda, é um “The Best Of” que reúne 22 dos seus maiores sucessos.

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