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Elida Almeida promete festa “rija, emoção e surpresa” no concerto da Praia

Evento acontece na sexta-feira, no Auditório Nacional.

créditos: N'Krumah Lawson Daku

A artista cabo-verdiana Elida Almeida, que atua sexta-feira, na Cidade da Praia, assegurou que o concerto será uma mistura do disco “Ora doci, ora margos” e “Kebrada”, com momentos de muita emoção e festa rija.

Elida Almeida, que falava à Inforpress sobre o lançamento do seu novo CD, “Kebrada”, garantiu, ainda, que o concerto será um momento de “grande convívio e de surpresa”, num espetáculo que contará com a atuação de vários artistas convidados.

A cantora adiantou que o álbum “Kebrada” é diferente do álbum “Ora doci, ora margos”, sendo que no primeiro CD constam temas que falam da sua vivência e dos seus sonhos, enquanto este novo disco retrata o dia a dia e vivência na sociedade cabo-verdiana e do conhecimento e experiência adquiridos durante as viagens.

Segundo adiantou, grande parte dos temas deste disco abordam questões sociais que afetam a sociedade cabo-verdiana e não só, como a droga, violência doméstica, problema do alcoolismo, rivalidade entre jovens dos bairros, tendo realçado que o povo cabo-verdiano continua a ser a sua inspiração.

“Acho que este CD é mais maduro, porque acredito que os três anos de estradas em que estive a levar a música cabo-verdiana, um pouco por todo mundo, tiveram muita influência no nosso trabalho, na vivência e no próprio disco, assegurou.

Na ocasião, explicou que optou pelo nome “Kebrada” para homenagear a sua avó que reside nessa localidade do interior de Santiago, na qual teve a oportunidade de passar a sua infância com momentos marcantes da sua vida.

Elida Almeida, que lança o seu novo álbum “Kebrada” esta sexta-feira, 01 de dezembro, no Auditório Nacional, na Cidade da Praia, têm agendado concertos para a ilha da Boa Vista, a 02 de dezembro, Porto Novo, Santo Antão, 08 de dezembro, e dia 09, no Mindelo, São Vicente.

Composto por 12 temas, o disco conta com baladas nostálgicas como “Forti Dor”, a história de um filho morto por causas das más companhias, “Nlibra di Bo”, canção de rutura e separação com sonoridades muito cubanas), a energia dos ritmos do batuque “N’Kreu”, do funanà “Grogu Kaba”, da coladera “Djam Odja” e tabanka “Bersu d’Oru”

“Este que é o segundo disco da artista natural de Santa Cruz, explora ainda as tradições do arquipélago subsariano, que foi local de passagem para os marinheiros desejosos em juntar as duas costas do Atlântico”, avança a mesma fonte.

Elida Almeida começou a dar os primeiros passos na música quando ganhou o concurso “Talento Djarmai”, altura em que vivia na ilha do maio, e lançou o seu primeiro trabalho discográfico “Ora doci ora margos” em 2015 e no início desde ano lançou o EP “Djunta Kudjer” com seis temas.

Elida Almeida foi a vencedora na categoria Artista Revelação dos Cabo Verde Music Awards 2015 (CVMA) e no mesmo ano foi consagrada com o Prémio Descobertas da RFI 2015, que lhe permitiu descobrir o mundo, após trinta concertos em toda a África, na primavera de 2016.

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