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Vera Duarte diz que sua eleição na Academia de Ciências de Lisboa vai “abrir portas” a outros escritores

A escritora Vera Duarte eleita recentemente como membro correspondente Lusófona da Academia de Ciências de Lisboa, disse hoje acreditar que a sua escolha é uma “abertura de portas” para outros escritores cabo-verdianos.

Presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras

créditos: Inforpress

A também presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL), que falava à Inforpress, a propósito da sua eleição no Plenário de Sócios-Efetivos da Classe desta Academia, que decorreu a 09 de maio, explicou que a mesma foi a título pessoal e não como presidente da ACL.

“Recebi com grande alegria e com um sentimento de ser algo que me privilegia bastante e que privilegia Cabo Verde”, disse, considerando a Academia de Ciências de Lisboa de uma “academia secular” e que reúne no seu seio “grandes escritores” portugueses como Eça de Queiroz, Herculano, Eugénio Lisboa e Manuel Alegre.

No dizer de Vera Duarte, ser eleita membro desta academia é algo que lhe dá “muita felicidade”, salientando que para Cabo Verde, o mesmo representa esse relacionamento luso-cabo-verdiano e que vai aumentar a visibilidade do país lá fora.

Informou que a Academia Cabo-verdiana de Letras vai trabalhar para que escritores nacionais, principalmente os modernos, sejam conhecidos e, quiçá, fazer parte da Academia de Ciências de Lisboa que tem um “grande apreço” pelos escritores cabo-verdianos.

A escritora avançou, ainda, que a direção da ACL, que esteve reunida esta manhã, decidiu que devem “aproveitar desta circunstância” para incitar outros relacionamentos com a Academia de Ciência de Lisboa, que vai passar por assinatura de um protocolo.

Realização de curso de escrita criativa, lançamento de livros, realização de palestras são algumas das propostas, que segundo apontou, a ACL pretende propor para este protocolo de parceria.

A eleição da escritora e poetisa cabo-verdiana Vera Duarte foi por unanimidade.

Vera Valentina Benrós de Melo Duarte Lobo de Pina, nasceu no Mindelo, 02 de outubro de 1952 é jurista e escritora, e foi ministra da Educação e do Ensino Superior.

Desempenhou funções de juíza conselheira do Supremo Tribunal da Justiça e conselheira do Presidente da República. Em 1995, recebeu o Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa, em reconhecimento à sua luta em defesa dos direitos humanos.

Integrou a Comissão Africana dos Direitos do Homem e dos Povos e a Comissão Internacional de Juristas.

Vera Duarte estreou-se na literatura em 1993, com o livro de poemas “Amanhã Amadrugada” (2008), e seu primeiro romance, “A Candidata” (2003), recebeu o Prémio Sonangol de Literatura.

Entre as suas publicações constam o livro de poesia “Amanhã amadrugada (1993), “O arquipélago da paixão” (2001), “Preces e súplicas ou os cânticos da desesperança” (2005), Exercícios poéticos Romance (2010), “A candidata Ensaios” (2003) e Construindo a utopia (2007).

Em 2016 foi eleita Patrona dos Colóquios da Lusofonia.

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