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URDI “é momento do ano” para mostrar concretização da política do Governo para setor do artesanato

Este ano a URDI ocorre dias 30 de novembro e 01, 02 e 03 de dezembro, no Mindelo.

Feira do Artesanto e Design de Cabo Verde (URDI)

créditos: Inforpress

O ministro Abraão Vicente considerou hoje, no Mindelo, que a Feira do Artesanto e Design de Cabo Verde (URDI) é “o momento do ano” para se apresentar a concretização da política do Governo para o setor do artesanato.

O titular da pasta da Cultura e das Industrias Criativas veio hoje ao Mindelo para, como referiu, assumir que o Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD) e a URDI são eventos do ministério que dirige e da política cultural do Governo para a projeção do país a nível internacional, através do artesanato, nas suas mais variadas vertentes, e do desing.

Este ano a URDI ocorre dias 30 de novembro e 01, 02 e 03 de dezembro, no Mindelo, certame para “concretizar a ideia” do CNAD, segundo a mesma fonte, como centro de projeção nacional do pensamento, da investigação e do design a nível nacional. Ou seja, di-lo o ministro, neste âmbito de tornar Mindelo o centro da inovação e das industrias criativas, em 2018 a cidade vai acolher “dois grandes eventos“, o Morabeza – Festa do Livro e o URDI, e em 2019 prevê-se a realização de uma “grande conferência internacional” com o envolvimento de universidades estrangeiras.

Mais ainda, até final de 2018, anunciou Abraão Vicente, espera-se que esteja aprovado o estatuto do CNAD, garantia dada pelo facto de o Orçamento do Estado aprovado no Conselho e Ministros trazer “uma maior independência, autonomia e recursos financeiros”.

Tudo para que o CNAD, concretizou, possa desenvolver a sua atividade fora do quadro da gestão do Gabinete do Ministro da Cultura. É nesse quadro, sintetizou, que surge a URDI, evento orçado este em cerca de sete mil contos, como plataforma, que deve ser, tal com o Morabeza, na área literária, o destaque do ano para se apresentar a concretização da política do Governo para o setor do artesanato.

“URDI deste ano vai ser inovador porque bebe da primeira edição de 2016 em que a primeira chamada foi para a reflexão dos designers e artesões “, lançou Abraão Vicente, lembrando que não se trata “apenas uma feira de artesanato para venda de peças”.

Antes será, referiu, um evento de formação, de workshop, de design e de encontro para a conceptualização daquilo que é o novo pensamento voltado para o artesanato, visto “no seu ponto de vista mais lato”, no sentido de os trabalhos artesanais também constituírem “fonte de criação de emprego digno”, de rendimento e de uma janela de projeção de uma nova imagem de Cabo Verde.

O cartaz cultura deste ano do URDI, que terá uma extensão na Praça Nova, aqui funcionando como uma galeria e polo central das atividades, será dedicado ao tema “Design” e deve reunir mais de uma centena de criadores nacionais e internacionais.

Os municípios-tema em destaque nesta edição são os da Ribeira Grande (Santo Antão) e da Ribeira Brava (São Nicolau), uma forma de dar a conhecer, segundo o responsável do CNAD, Irlando Ferreira, não só os afazeres artesanais como a formação, mas também outras vertentes culturais como a dança, a música e a gastronomia, entre outras.

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