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Tchalé Figueira diz ter conseguido passar mensagem com expo "War is stupid"

O artista e escritor mindelense fazia à Inforpress o balanço da exposição que decorre no Palácio da Cultura Ildo Lobo.

créditos: Inforpress

O artista plástico Tchalé Figueira disse hoje que conseguiu passar a mensagem e sensibilizar os jovens com a sua exposição “War is Stupid” (guerra é estupida, em português), que retrata a guerra em várias formas.

O artista e escritor mindelense fazia à Inforpress o balanço da exposição que decorre no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na Cidade da Praia, desde 12 de Janeiro último, e que encerra esta quinta-feira.

“Acho que a minha mensagem passou. Consegui sensibilizar aqueles jovens (estudantes de escolas primárias, secundárias e universitários) para terem outra consciência sobre aquilo que é guerra e todos os outros flagelos que levam ao ódio e outros males no mundo”, congratulou-se.

Mesmo não tendo um número exato de visitantes, Tchalé Figueira assegurou que, em termos de estudantes, ultrapassam as 50 visitas sem contar com outras visitas espontâneas de pessoas, e, apesar de não ter vendido quadros, considera que a exposição foi “boa”.

“War is Stupid” é composta por cerca de 20 quadros que retratam a guerra. A exposição vem na sequência de uma mostra que já tinha sido feita na galeria Mauro Peroni, em Dakar, Senegal, em que foram vendidos dois quadros.

Ao todo, são praticamente 20 quadros de grandes dimensões que variam entre 1,50m, 2m e 2,5m, “bastante dramáticos”, que estiveram em exposição e venda, precisou Tchalé Figueira lamentando que em Cabo Verde vender quadro “é difícil”.

Tchalé Figueira, pintor, poeta e romancista, é natural de S. Vicente, sendo que desde 2013 reside na Cidade da Praia.

Frequentou a Escola de Belas-Artes de Basileia, Suiça entre 1976 e 1979. É um artista cuja obra foi exibida em Portugal, França, Suíça, Espanha, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Brasil, Itália, Senegal, Cuba, Holanda, Alemanha, Áustria e Estados Unidos.

Em 1992 publicou “Todos os naufrágios do mundo”; em 1998 "Onde os sentimentos se encontram; em 2001 O azul e a luz (poesia); em 2005 Solitário e Ptolomeu Rodrigues (romances de ficção); em 2007 participou em Tchuba na desert (antologia de contos cabo-verdianos); em 2011 Contos de Basileia.

Periodicamente escreve e publica textos poéticos. Em 1993 fez capa e publicou artigo na Revista " Revue Noire", Paris, Setembro 93. Em 2015 lançou o livro “Cesária – A rota da Lua vagabunda” com Vasco Martins na qual conta as suas vivências com a Diva dos Pés Descalços.

Em 2016 de uma assentada lançou três livros: “Moro nesta ilha há mais de cinquenta anos”, “Uma pequena odisseia mindelense” e “Solitude blues”.

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