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São Vicente vai receber em 2018 “o maior investimento” do ministério da Cultura

Anúncio foi feito pelo titular da pasta.

créditos: Paulo Sousa

O ministro da Cultura anunciou hoje, no Mindelo, que as obras de reabilitação e construção de raiz de um anexo no Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD) vão absorver o maior investimento do seu ministério em 2018.

Serão, segundo Abraão Vicente, cerca de 50 mil contos a investir nas obras do “novo CNAD”, que devem arrancar no mês de janeiro de 2018, estando já garantida a verba de 30 mil contos para a reabilitação da parte antiga do edifício, que será restaurada e mantida tal como está na sua imagem “icónica/histórica”, e a construção de um novo bloco nas traseiras.

“No ano de 2018 já temos cerca de 30 mil contos garantidos e em 2019 teremos a segunda parte para os acabamentos e equipamentos do CNAD”, concretizou o titular da pasta da Cultura e das Indústrias Criativa.

Trata-se, segundo o diretor do CNAD, Irlando Ferreira, em declarações à Inforpress aquando do lançamento público do projeto, de uma obra “ambiciosa e inovadora” que propõe uma “renovada visão” sobre a arte do design, do artesanato e da cultura na cidade do Mindelo e em Cabo Verde, com “repercussão internacional”, através do centro.

Para a projeção do “novo CNAD”, explicou a mesma fonte, foram analisados “a fundo” temas como perfil do visitante, difusão da cultura popular em Cabo Verde, nova cultura popular e novos fluxos culturais e a relação arquitetónica entre a Praça Nova, onde se situa o palacete/sede da CNAD, e o centro, entre outras variáveis.

A proposta para edifício, que atualmente se divide em três blocos, nomeadamente o edifício antigo, que foi a casa do senador Vera Cruz, o pátio e as novas instalações, com a requalificação, é a de que seja capaz de “estabelecer um diálogo” entre o antigo e o contemporâneo, o artesanal e o artístico, o rural e o urbano e o nacional e o internacional.

“Um espaço icónico, reconhecido nacional e internacionalmente pela sua excelência e qualidade, que responda às questões da contemporaneidade, designadamente o desenvolvimento baseado na economia criativa, na produção de conhecimento e no turismo de cultura, criando assim a sua própria sustentabilidade”, de acordo com uma nota explicativa do projeto, a que a Inforpress teve acesso.

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