Artigo

São Filipe: Artista plástico Paulo Pina retrata em tela “refundadores e continuadores” da bandeira

O artista plástico Paulo Pina aproveita o Centenário do desenterro da Bandeira de São Filipe para apresentar ao público uma exposição de 13 telas sobre os “refundadores e continuadores da bandeira”, representando figuras ligadas a esta manifestação cultural.

créditos: Inforpress

Caras que estiveram ligadas ao desenterro desta mística bandeira, em 1917, passando por tamboreiros, caladeras, cozinheiras, cavaleiros, porta-bandeira, proprietários até ao presente momento, de tudo um pouco estão retratas nesta exposição.

Nas telas “facilmente” são  identificadas nomes como Nho Anibal, Alvro Henrique, Tchitchite, Pedro de Amélia, Zinha Puchim,Maria Rompe, Chico Barbosa, Papa Kerena, Diminguinha Truca, Júlia Bedja de entre outras individualidades ligadas a efeméride.

À Inforpress, Paulo Pina afiançou que para a confecção destas obras utilizou a técnica do acrílico para retratar a história dos “fazedores de festa”, numa “singela homenagem” à rede dos historiadores que levantaram a bandeira, extensiva aos continuadores, alegando que expõe na Casa da bandeira por estas alturas desde 2012.

Bisneto do proprietário, comerciante e dramaturgo Aníbal Henriques (1891-1963), referenciado como membro fundador e líder do grupo “Sete Estrelo” que desafiou a lenda do desenterro da bandeira, em 1917,  Paulo Pina disse pretender com esta exposição preservar e dar a conhecer aos mais novos a história do resgate da bandeira.

Professor de profissão realizou a sua primeira exposição em 1998 e desde esta altura tem vindo a utilizar diferentes técnicas de pintura, sendo que neste caso específico realizou uma autêntica maratona para produzir as peças expostas num “tempo record” de  quatro meses.

Paulo Pina define-se como artista plástico que nutre uma paixão que o mesmo classifica de natural pela arte de pintar desde criança e considera-se feliz por ter conciliado a carreira do docente com a de pintura, como duas artes de que mais gosta na vida.

Com dezenas de exposições realizadas na ilha do Fogo, Paulo Pina disse ter já exposto também nas ilhas de Santiago e Brava e que na diáspora apresentou as suas obras nos Estados Unidos da América.

SAPO c/Inforpress

Comentários