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Santa Catarina: Residência Artística “48 horas no stop” homenageia artesãos

Segundo o promotor do evento, o artesão Beto Diogo, esses artesãos ao longo dos anos tem lutado muito para a valorização do artesanato no país, por isso é mais que merecido essa homenagem.

créditos: Foto@Inforpress

A quarta Residência Artística denominado “48 horas no stop”, que arrancou nesta quinta-feira, 20, no Centro Cultural Norberto Tavares, no município de Santa Catarina (Ilha de Santiago), homenageou dois artesãos que “muito desenvolveram” o artesanato no país.

Durante 48 horas, os artesãos da Ilha de Santiago reuniram para debater a situação do artesanato em Cabo Verde, ganhos e dificuldades, mas para iniciar as atividades, a Casa das Artes da Cidade de Assomada começou pela atribuição de diplomas de mérito aos artesãos, Gustavo Duarte e Aladje Drame.

Segundo o promotor do evento, o artesão Beto Diogo, esses artesãos ao longo dos anos tem lutado muito para a valorização do artesanato no país, por isso é mais que merecido essa homenagem.

O artesão Aladje Drames, senegalês que há muito deixou a sua terra para aventurar-se em Cabo Verde, e aqui, segundo Beto Diogo, tem feito um “grande trabalho” a nível de artesanato na Cidade da Praia, por isso com esta homenagem quer mostrar o seu “engajamento e respeito”.

Com 45 anos de artesanato, o artesão Gustavo Duarte, por seu lado, agradeceu a Casa das Artes e o Ateliê Beto Diogo por essa iniciativa, pois segundo disse depois de ter sido homenageado em Angola e em São Tomé, em Cabo Verde é a primeira homenagem que recebe.

Como orador na conferência “Desafios e conquistas do artesanato cabo-verdiano”, Gustavo Duarte, considerou que os sucessivos governos “têm feito algo” para que o artesanato atinja um nível mais elevado, mas que ainda “há muito por fazer”.

Mas, para isso, defendeu que em primeiro lugar os artesãos tem que valorizar a si próprios, porque se não valorizarem não podem ser valorizados, e ainda tem de optar pela “qualidade e não quantidade”.

A cerimónia de abertura da quarta Residência Artística foi presidida pelo ministro da Cultura e das Industrias Criativas, Abraão Vicente, e pelo presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, José Alves, um dos parceiros neste evento.

O ministro reconheceu que ao longo dos tempos, os governantes empenharam em dar formação no artesanato e em fazer com que o tradicional seja mais valorizado e que atinja o mercado que antes não atingia.

Neste sentido, afirmou que vão continuar a apostar em formações ligado a inovação, para que os homens da cultura possam aperfeiçoar as suas técnicas.

No seu mandato, a meta é fazer o possível para que os artesões circulem entre ilhas e que possam participar nas várias feiras e transmitir uma mensagem positivo de um Cabo Verde e de uma África que produz, e tem coisas bonitas para mostrar.

Abraão Vicente espera que essa residência seja um momento de criatividade, de criar laços e uma “conexão forte” entre os artesãos e ainda que possa no final projetar Santa Catarina com produtos de boa qualidade para além de Cabo Verde.

Para o edil, esta residência artista é mais um “momento importante” no desenvolvimento daquilo que é a política de cultura da câmara, pois com esse “juntar de sinergias e de esforços” entre os artesãos, o Governo e a autarquia conseguiu trazer para Santa Catarina “produtos de excelência”.

A política que a câmara municipal quer desenvolver é a de associar produtos de artesanato ao turismo e o negócio para que haja “referência e marca” para os turistas levarem de Santa Catarina.

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