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Sal: Festival da Literatura Mundo vai abrir com o “nome sonante” de Corsino Fortes

A informação foi avançada à imprensa por Filinto Elísio.

Corsino Fortes - Foto @Inforpress

A primeira edição do Festival Literatura Mundo, agendado para julho deste ano,  vai abrir com nome do poeta cabo-verdiano Corsino Fortes.

A informação foi avançada à imprensa por Filinto Elísio, da organização do evento, na tarde desta terça-feira, na cidade da Praia, à margem da inauguração de uma sala de leitura num dos hotéis da capital com o nome de Corsino Fortes, uma homenagem a este poeta falecido e julho de 2015 e que, se estivesse vivo, completaria 84 anos.

Segundo Filinto Elísio, o objetivo é que a cada ano seja homenageado um grande “esteta” cabo-verdiano e Corsino Fortes, por ser um dos “poetas grandes” deste país, vai ser o primeiro homenageado, afirmando que “nunca é demais homenageá-lo”.

“É uma homenagem que os escritores do Mundo em Cabo Verde abram a primeira edição com o nome sonante como Corsino Fortes”, acrescentou.

Explicou que o evento, uma iniciativa da Rosa de Porcelana, da ASA, da autarquia salense e do escritor José Luís Peixoto, em parceria com a Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL), vai contar com a parte científica da Rosa Porcelana Editora (as conferências), o curador José Luís Peixoto tratará dos diálogos e os seus convidados, do mundo todo, e os diálogos com os cabo-verdianos.

Já a edilidade salense e a ASA (Aeroportos e Segurança Aérea) tratarão do acolhimento e todo aspecto logístico.

Em relação à sala de leitura que foi dada nome de Corsino Fortes, Filinto Elísio considerou de “homenagem singela” por ser um dia de amor e de amizade, e por ser o dia de nascimento do poeta Corsino Fortes.

“Corsino Fortes não está connosco, infelizmente, mas a sua poesia e arte continuam connosco, e queremos celebrar, lembrando o poeta através da poesia”, disse

A homenagem que aconteceu num dos hotéis da capital culminou com a assinatura na “Parede de Honra” e a performance ao vivo do Pintor Miguel Levy que fará uma pintura do Corsino Fortes na parede em memória do “poeta maior”.

Corsino António Fortes nasceu no Mindelo a 14 de fevereiro de 1933, e morreu a 24 de julho de 2015. Foi embaixador de Cabo Verde em Portugal, em 1975, mais tarde secretário de Estado da Comunicação Social e Ministro da Justiça.

O poeta cabo Corsino Fortes morreu na sua cidade natal, Mindelo, aos 82 anos, vitimado por um cancro, escassos dois dias após ter lançado o seu último livro "Sinos de Silêncio."

Presidiu à assembleia-geral da Fundação Amílcar Cabral.

Foi ainda empresário e esteve ligado à criação da Televisão Experimental cabo-verdiana e da Agência Cabo-verdiana de Notícias.

Na sua carreira literária, presidiu à Associação dos Escritores Cabo-verdianos e à Academia Cabo-verdiana de Letras, desde que esta foi fundada em 2013. Foi também distinguido, em 2015, com o Prémio Literário do 40º Aniversário da Independência de Cabo Verde.

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