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Organização do Mindelact 2017 traça como meta triplicar número de espetadores

A organização da 23ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact), prevista para decorrer entre 03 e 11 de Novembro, no Mindelo, aposta na triplicação do número de espectadores em relação às anteriores edições.

À Inforpress, o presidente da associação, João Branco, explicou que, se nas últimas edições, em que os espectadores chegaram aos três mil, desta feita a meta é alcançar 9/10 mil espectadores ao longo dos nove dias do certame.

João Branco, que lidera a nova equipa diretiva da associação, um regresso três anos depois, considerou que “tudo está preparado” para que esta edição do Mindelact seja “a melhor da história dos festivais”.

“Um ano antes já tínhamos o dossiê do festival apresentado às principais instituições, e cerca de seis meses antes tínhamos a programação fechada”, concretizou a mesma fonte, sublinhando que esta é “a imagem” desta nova equipa do Mindelact” de trabalhar com antecedência, o que permite resolver problemas “de forma muito mais tranquila” e a “custos menores também”.

“O público em geral vai sentir essas melhorias a todos os níveis”, concretizou o líder do Mindelact, que aponta como primeira mudança o facto de pela primeira vez o festival sair do mês de Setembro, devido à época das chuvas e com o início do ano letivo, em que as famílias, as crianças e as escolas estão viradas para esse movimento, entre outros fatores.

Quanto à programação, que classifica de “ambiciosa”, João Branco destaca a “presença record” de companhias de 12 países e cerca de 50 espetáculos, feita, assinalou, com o “patrocínio principal” das companhias e dos artistas, muitos deles de renome internacional, que “oferecem o seu espetáculo” a Cabo Verde.

“A grande novidade da programação é uma forte aposta no teatro de rua, pois queremos devolver o festival à cidade”, considerou o responsável, que lembrou que o Mindelact, nos últimos anos, sofreu uma “diminuição acentuada” de público “devido a vários fatores”, que não especificou.

João Branco destacou ainda o “contributo valioso” do Estado, através do Ministério da Cultura e das Industrias Criativas e da Câmara Municipal de São Vicente, para esta esta edição, que classifica de “muito importante” para Cabo Verde.

“Esta edição de 2017 vai, de certa forma, lançar o nome de Cabo Verde em países em que, se calhar, poucos já tinham ouvido falar, a não ser através da Cesária Évora”, concretizou, daí a importância da “presença reforçado” do Estado de Cabo Verde nesta edição.

Embora a programação completa seja divulgada na próxima semana, João Branco destaca, entre outros, a presença de um artista do Japão, o regresso do Homem Estátua, também com ações de formação, e da performance “Cegos”, pelo grupo Desvio Coletivo do Brasil, com “grande impacto a nível mundial”.

Para além dos espetáculos diários de teatro nas praças da ilha, sempre às 18:00, as restantes apresentações estão divididas pelos palcos 1 e 2, no Centro Cultural do Mindelo e no ALAIM, respetivamente, sem contar com o teatro destinado às crianças, que contempla visitas às escolas da ilha.

“Esta equipa que está a preparar o festival trabalha com muita alma, muita arte e muito afeto e queremos que isto se revela no festival”, concluiu João Branco.

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