Artigo

Ministro garante que " o governo quer fazer da Biblioteca Nacional uma instituição que tenha raízes nos municípios"

Abraão Vicente intervinha no ato de tomada de posse da nova Curadora da Biblioteca Nacional.

O ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente, disse hoje, na Cidade da Praia, que o objetivo do Governo é fazer da Biblioteca Nacional uma instituição que tenha raízes nos municípios, através de politicas municipais.

Abraão Vicente, que intervinha no ato de tomada de posse da nova Curadora da Biblioteca Nacional, Fátima Fernandes, avançou que o objetivo passa também por fazer dessa instituição um centro de política de investimento do novo Governo.

“Não é possível fazer politica pública voltada para a cultura sem investimentos e é, por isso, que a nível de planeamento, no próprio ministério, estabelecemos algumas regras para financiamento de outros projetos que não sejam da instituição”, explicou o ministro.

Neste sentido, sublinhou que acredita “piamente” numa politica pública para a cultura e que, sendo por isso, há um engajamento do gabinete do ministério que tutela para financiar e apoiar "projetos estruturados e devidamente encaminhados".

O ministro disse, por outro lado, que não se pode delapidar os poucos recursos do Estado e deixar que as instituições deixem de funcionar, uma vez que, conforme defendeu, os recursos existentes são para investir nas instituições.

“Não é possível ter atividades privadas ligadas à cultura sem que a programação pública do Ministério da Cultura seja forte e vocacionada para fortalecer as nossas instituições”, notou o ministro, esclarecendo que fala de instituições e não das pessoas, “porque o nosso legado deve ser para o país e não para as pessoas.

Dobre a nova Curadora, Abraão Vicente disse que pelo seu “currículo, rigor, frontalidade e organização”, tem todas as características para levar a Biblioteca Nacional para “novos caminhos”.

“É uma profissional que tem a ambição certa para surpreender o Ministério da Cultura com uma instituição dinâmica e viva”, frisou.

BN deve assumir papel “preponderante” na conservação do património literário

A nova Curadora da Biblioteca Nacional (BN), a professora Fátima Fernandes, disse hoje que esta instituição deve assumir um papel “preponderante”, não só na conservação do património literário, mas, sobretudo, em fomentar o acesso ao conhecimento através do livro.

Segundo a nova Curadora, tendo a BN como missão catalogar, divulgar e enriquecer o domínio do conhecimento, do património escrito e literário nacional, há “a partir desta data” um novo sentido de desafio dessa nova equipa.

“Apesar de viver num mundo onde a circulação de informação é bastante fluida e acessível, assiste-se a um défice de conhecimento geral relativamente ao nosso património, à nossa história, à nossa literatura e à nossa cultura”, notou a Curadora.

Esse défice, segundo Fátima Fernandes, decorre, “em grande parte”, de lacunas e de insucessos “permanentes” do sistema educativo e de uma “notável “falta de interesse de fazer da leitura e do conhecimento um desiderato e alavanca de mudança para uma sociedade sustentável.

Para isso, defendeu que há necessidade de rentabilizar recursos e desencadear estratégias para a formação de leitores e ultrapassar a fronteira da mera decifração de signos linguísticos, delineando assim uma nova visão do mundo e da leitura.

“Prometemos envidar todos os esforços para contribuir para um maior aproveitamento da missão da Biblioteca Nacional de Cabo Verde,” afiançou Fátima Fernandes, apelando à uma maior aproximação das escolas às bibliotecas.

No entanto, assegurou que se forem disponibilizados recursos humanos, técnicos, tecnológicos e financeiros, com um orçamento para assegurar iniciativas imprescindíveis, os objetivos propostos vão ser alcançados.

Fátima Fernandes substitui Joaquim Morais à frente da Biblioteca Nacional.

Fátima Fernandes
Tomada de posse da nova curadora da Biblioteca Nacionalcréditos: Inforpress

Comentários