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Mindelact 2017: Lema foi “muito importante” para conquistar figuras mundiais que marcam presença

O festival termina a 11 de novembro.

A três dias de baixar o pano da edição 2017 do Mindelact, a organização considerou hoje que o lema “Alma, arte e afeto” foi “muito importante” para conquistar todas as figuras mundiais presentes.

Janaína Alves, coordenadora do Palco 2, em declarações à Inforpress, no Mindelo, explicou que este ano o Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact) teve o “privilégio” de receber “figuras sonantes” do teatro mundial, como Tadashi e Radin, entre muitos outros, que, além do espetáculo, oferecem oficinas, master class e performances.

“Tudo isso junto tem uma justificativa, só pode ser por muito amor e afeto e por se terem apaixonado por esta cidade e acreditar nas pessoas e no projeto Mindelact”, ajuntou a mesma fonte, que pediu aos atores e outros interessados para aproveitarem todas as ações de formação.

São ao todo, enumerou, 10 oficinas e as pessoas que estão a participar “dificilmente iriam ter esta oportunidade”, notou, por se tratar de “oficinas caríssimas no resto do mundo”, como as de estátuas vivas, teatro butô, dramaturgia, performance e interpretação.

“A malta do teatro tem que abrir bem o olho para um festival como este, para ver a vitrina que tem e aprender com o que se está a passar nos palcos desses nove dias”, concretizou a mesma fonte.

Janaína Alves por agora não confirma se a meta inicial de triplicar o número de espetadores este ano será alcançado, contudo avançou que “todos os espetáculos estão cheios”, numa “loucura” para mostrar à cidade, à ilha e ao país que o Mindelact “está vivo” e que a cidade precisa deste festival.

Em média, são apresentados sete espetáculos por dia, misturando performance, teatro na praça, em todas as periferias, ciclo internacional de contadores de história, que traz crianças de escolas de toda a ilha.

“É interessante ver que o Mindelact criou ramificações e está a espalhar-se pela ilha inteira, ou seja, temos neste momento uma ilha rodeada de teatro”, lançou a mesma fonte.

Por fim, a coordenador do Palco 2 do Mindelact destacou o festival off que, este ano, traz um tema de caráter social focado na violência baseada no género, pensado pelos grupos nacionais que abordam o mesmo tema , atendendo a cada realidade específica.

O que, sintetizou, é “muito interessante”, por despertar grupos de ilhas diferentes, que preparam um espetáculo para o festival, mas que depois será repetido na ilha de origem e servir como alerta para a sociedade local.

O programa de hoje, sétimo dia do festival, contempla contadores de história com Clara Haddad, oficina de teatro butô com Tadashi Endo (Japão), perfomance de estátuas vivas na Gare Marítima do Porto Grande e ainda o espetáculo de rua “Amore”, com Enano.

A partir das 19:oo, preveem-se ainda as peças teatrais “Nos tempos de Gungunhanha”, no ALAIM, “Laços de Sangue”, no Centro Cultural do Mindelo (CCM) e “Vice-versa”, no pátio do CCM.

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