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Literatura: PR defende maior aproximação entre Cabo Verde e Brasil

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, defendeu ontem, 11, que Cabo Verde e Brasil têm muitas afinidades, mas que poderão estar mais próximos um do outro, nomeadamente através das letras, dos escritores e da cultura.

A ideia foi defendida em declarações à imprensa momentos antes de presidir a cerimónia de lançamento do livro “Literatura entre irmãos – Brasil e Cabo Verde”, seguida do ato de posse de Christina Bielinsky como membro correspondente da Academia Cabo-verdiana de Letras, e de Vera Duarte, como correspondente da Academia Gloriense de Letras, do Brasil.

“São países que têm muita afinidade, mas poderão estar mais próximos um do outro. Creio que através das letras, através de escritores, através da cultura, podemos chegar a uma ambição de ter mais Brasil em Cabo Verde e ter mais Cabo Verde no Brasil”, afirmou no evento que aconteceu na Biblioteca Nacional, Cidade da Praia.

Jorge Carlos Fonseca salientou que o ato de hoje representa, neste sentido,  o início do reforço das relações entre duas instituições ligadas às letras, de dois países que para além de terem “muitas afinidades”, são muito próximos, apesar de dimensões diferentes, já que “um mais pequeno que o outro”, neste caso, Cabo Verde.

Neste primeiro evento público realizado pela nova direção da Academia Cabo-verdiana de Letras, presidida por David Hopffer Almada, o Presidente da República entendeu que tendo a participação dos membros da Academia Gloriense de Letras é um momento de homenagem às personalidades de letras dos dois países lusófonos.

Em declarações à imprensa, David Hopffer Almada explicou que o livro apresentado hoje junta escritores cabo-verdianos e brasileiros, mostrando-se satisfeito, já que a Academia Cabo-verdiana de Letras “tem necessidade” de publicar e divulgar os seus escritores, porque “é bom” que se divulgue os valores do país e a todos os níveis.

“Precisamos de divulgar Cabo Verde e aqueles que representam Cabo Verde em todos os domínios, porque temos valores bastantes, que são muito superiores ao tamanho do nosso país e é essa dimensão que precisamos ter para nos valorizarmos e sentirmos orgulhosos daquilo que somos e para continuarmos a lutar para preservar esses valores e qualidades”, frisou.

Por sua vez, a ex-presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras, Vera Duarte, que tomou posse como correspondente da Academia Gloriense de Letras, sublinhou que o livro “Literatura entre irmãos – Brasil e Cabo Verde” surgiu do relacionamento que tem com a professora Christina Bielinsky, que o coordenou.

“O livro contém textos de membros da Academia Cabo-verdiana de Letras e da Academia Gloriense de Letras e textos dos imortais das duas academias, ou seja, é um livro traz ao conhecimento público, aspetos da cultua e da sociedade de Cabo Verde e do Estado de Sergipe, Brasil”, esclareceu.

Christina Bielinsky, por seu lado, acrescentou que o livro reúne textos líricos, poemas, artigos, ensaios, cónicas e contos que pudessem mostrar as duas realidades, realçando que no seu caso, já se sente parte da cultura cabo-verdiana através do estudo que fez da trilogia épica de Corsino Fortes, para o seu projeto de pós-doutorado em 2010.

Entretanto, para ela, ser correspondente da Academia Cabo-verdiana de Letras é uma “responsabilidade grande”, mas que se toma “um prémio e um laço mais forte que se cria”.

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