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Ilha do Sal promove festival de literatura com curadoria de José Luís Peixoto

A ilha do Sal vai acolher, a partir deste ano, um festival de literatura do mundo, numa parceria entre a autarquia, o mecenato local e o escritor português José Luís Peixoto, curador do evento.

O festival, que se realizará anualmente já a partir de julho de 2017, ganha forma através de um protocolo, a assinar hoje na cidade do Mindelo, São Vicente, entre a Câmara Municipal do Sal (entidade promotora), a empresa Aeroportos e Segurança Aérea - ASA (mecenas principal), a Rosa de Porcelana Editora (responsável pela programação cultural e científica) e o escritor José Luís Peixoto (responsável pela curadoria do festival).

O Festival de Literatura-Mundo do Sal "estruturar-se-á em quatro dias de encontro com personalidades das letras de vários continentes para um diálogo sobre os vários fazeres literários, com participações de escritores, críticos, estudiosos e jornalistas internacionais, criando na ilha do Sal um evento temático de marca, com ressonância cultural e indutora de um segmento do turismo das artes e letras", adianta uma nota sobre o evento.

A literatura-mundo define-se pela sua tradutibilidade, supranacionalidade e universalidade.

O protocolo será assinado nas instalações da Academia Livre de Artes Integradas do Mindelo (ALAIM), que hoje comemora o seu primeiro ano de existência.

Surgida da urgência de ter no Mindelo um espaço para ministrar formação nas mais diversas áreas artísticas, volvido um ano, a ALAIM conta com cerca de duas centenas de alunos em áreas como o teatro, a música ou o ballet.

A seguir à assinatura do protocolo será apresentada, em reposição, a peça de teatro "Estrangeiras", do escritor José Luís Peixoto, encenada pelo coordenador da ALAIM e diretor do Centro Cultural Português do Mindelo, João Branco.

Na segunda e terça-feira José Luís Peixoto fará a apresentação, respetivamente no Mindelo e na Praia, da obra "Estrangeiras", o resultado em livro da peça teatral, já estreada em Portugal, Brasil e Cabo Verde e que aborda o desconhecimento da lusofonia sobre si própria.

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