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Festival Kontornu: II edição marcada pela diversidade e incerteza na continuação

O evento aconteceu nos dias 28, 30 e 31 de janeiro, na Praia e em Assomada.

A segunda edição do Festival Internacional de Dança, Kontornu, esteve envolta em alguma polémica e incertezas mas, apesar disso, o balanço da organização é positivo.

Para este ano, a organização do evento tinha previsto uma programação diferente e descentralizada mas nem tudo correu como esperado. As atividades que deveriam acontecer no dia 29, em Tarrafal, foram canceladas devido à falta de patrocínio.

Assim sendo, o festival teve de ser reprogramado e no dia 28 esteve em Assomada para brindar os presentes com dança de vários estilos.

“A sessão de Assomada foi um sucesso e recebemos da vereadora da cultura um feedback bastante positivo, manifestando a vontade de continuar esta parceria”, disse Djam, mentor do evento.

No dia 30, Kontornu invadiu o espaço do Palácio da Cultura no Plateau e para encerrar o último dia do evento, 31, o palco principal foi o Auditório Nacional.

Apesar da fraca assistência, os grupos Raiz di nos Cultura e Raíz di Polon e os dançarinos, Zeca Cardoso com a peça ‘Camponês’, Milena Tavares com ‘Munda’ e o brasileiro Gerson Moreira com a peça ‘Hadarante’ fecharam em grande a segunda edição do Festival Kontornu.

A apresentação do evento esteve a cargo de Henrique Alhinho.

Um festival ‘rico’ em apresentações

Os movimentos contemporâneos foram a marca do último dia do festival que começou ao ritmo de sons tradicionais.

O primeiro grupo a entrar em palco foi o ‘Raiz di nos Cultura’ que apresentou um misto de danças tradicionais cabo-verdianas. Seguiu-se ‘Raíz di Polon’ que trouxe a peça ‘Serpente’, baseada no romance de César Rodrigues.

A peça também deveria ser apresentada em Assomada mas devido à falta de condições do palco o grupo cancelou a apresentação. "Decidimos cancelar o espetáculo porque o palco não reunia as condições necessárias, poderia colocar em risco a nossa integridade física. Ficamos tristes por isso”, revela Bety Fernandes, membro do grupo.

Este é a segunda vez que o grupo participa no evento. "Acreditava que esta edição seria melhor. Em termos artísticos este espetáculo tem ‘pernas para andar’ mas é preciso que os vários componentes, seja financeiro, organizacional, estejam alinhados”, assevera a dançarina.

Bety sugere uma reformulação do formato do festival. "É desejo de todos que este projeto continue e penso que é da responsabilidade de todos. Por ser um festival quase que de 'djunta mon’ muitas vezes a qualidade fica em segundo plano mas é preciso que as coisas mudem e que a qualidade seja uma marca do Kontornu”, afirma.

O espetáculo continuou com a apresentação da peça Camponês de Zeca Cardoso que já não contou com a assistência do Ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente, que esteve presente na apresentação de Raiz di Polon.

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