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Feira de Artesanato: PM entrega medalha de mérito cultural a Joana Pinto e Isabel Duarte

O primeiro-ministro distinguiu ontem, no âmbito do Dia Nacional da Cultura, que se assinala todos os anos a 18 de Outubro, com o primeiro grau da medalha de mérito cultural, as artistas plásticas Joana Pinto e Isabel Duarte, pioneiras do Centro Nacional de Artesanato.

créditos: Inforpress

A decisão do chefe do Governo era homenagear também, com o mesmo grau, Luísa Queirós (a título póstumo) e Manuel Figueira, mas nem este nem um eventual representante daquela compareceram, como não compareceu o músico José Carlos Brito (Voginha), a quem o primeiro-ministro pretendia distinguir com o 2º grau da mesma medalha de mérito cultural.

O momento foi embaraçoso para o chefe do Governo, que presidia à abertura oficial da Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde, a decorrer até domingo no jardim central do Mindelo, a Praça Nova.

Ainda assim, Ulisses Correia e Silva dirigiu as suas primeiras palavras aos homenageados, presentes e ausentes, ao “conjunto de homens e mulheres que se dedicam à arte e à cultura” e que, “com o seu contributo fazem este país ser Cabo Verde”.

Correia e Silva não poupou elogios ao Mindelo, “cidade empreendedora na arte e na cultura, cidade vibrante” de São Vicente, ilha onde, no primeiro semestre de 2018 irá arrancar a construção do parque tecnológico, para que a ciência, a tecnologia e a inovação sejam uma referência da ilha.

O chefe do Governo lembrou, contudo, que quem faz desenvolver o país não é o Estado, mas antes os privados, cabendo ao Estado, através do Governo, criar as condições, abrir caminho para que os privados avancem.

“A ilha tem tudo para dar certo”, proclamou Ulisses Correia e Silva, para quem falta “atitude positiva para fazer avançar as coisas”.

Outra novidade, mas que na verdade já não o é, tem a ver com a asfaltagem, até agosto de 2018, por ocasião do Festival de Música da Baía das Gatas, da rodovia que liga Mindelo à Baía, numa extensão de aproximadamente oito quilómetros.

Já Abraão Vicente, ministro da Cultura, rejeitou a ideia da existência de uma ilha de São Vicente “deprimida”, como enjeitou “discursos negativistas” e atitudes de “puxar para baixo”, contrapondo que Mindelo representa a “centralidade do modo de ser e de viver de Cabo Verde”.

Sempre a jogar na defesa, o ministro da Cultura mostrou-se impermeável ao “discurso de fechar Mindelo sobre Mindelo”, tanto que, afirmou, isso “não pode fazer escola”, como não se vai deixar que os “conservadores impeçam que Mindelo tenha uma obra arquitetónica contemporânea”.

Abraão Vicente não explicou, todavia, a que conservadores e a que obras arquitectónicas se referia.

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