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Expresso das Ilhas lança primeira coletânea de editoriais publicados de 2010 a 2017

Esta coletânea que já está nas bancas, serve para assinalar o 25º aniversário da Constituição da República de Cabo Verde.

créditos: Inforpress

O jornal Expresso das Ilhas lança hoje, na cidade da Praia, a primeira coletânea de editoriais publicados neste semanário de 2010 a 2017, para assinalar os 25 anos da Constituição da República de Cabo Verde.

Em declarações à Inforpress, o responsável pela coordenação editorial, Manuel Brito-Semedo, explicou que a nova direção do jornal, que assumiu as funções em agosto de 2010, resolveu dar uma nova orientação a este semanário, separando a parte de opinião da parte informativa.

Segundo Brito Semedo, nas jovens democracias, os jornais estão “muito ligados” aos partidos políticos, mas, com o passar dos tempos, verifica-se uma evolução e, paulatinamente, desprendem-se dessa conotação e passam a servir o público.

“O Expresso das Ilhas passando daquela fase (2001, altura em que o jornal era conotado com o partido na oposição) assumiu a sua posição de separar os factos das opiniões e das especulações. A nova direção decidiu dar uma nova orientação e foi buscar um modelo de fazer jornal com secções, e todas as semanas o jornal tem uma opinião sobre um facto político, social, económico do país”, disse.

Dai, surgiu a ideia de publicar essas opiniões dadas à estampa no jornal de 2010 a 2017, num livro de 408 páginas e que regista 100 editoriais dos 300 publicados no semanário ao longo desses seis anos.

Com esta coletânea, a direção quer partilhar com o público a experiência destes últimos seis anos de evolução do jornal e de como as transformações no jornal se articularam com os tempos e as mudanças que se verificarem a nível nacional e internacional, indicou Brito-Semedo.

“Este é um retrato que o Expresso faz do país de 2010 a 2017. São 100 editorais que seguem uma linha temática, por vezes o tema é recorrente a vários anos para se poder compreender a evolução e pode-se perceber o que é que aconteceu no país e qual é a posição do jornal”, indicou.

Esta coletânea que já está nas bancas, serve para assinalar o 25º aniversário da Constituição da República de Cabo Verde, que na opinião de Brito Semedo, dá a possibilidade de haver a liberdade, a liberdade de imprensa e de opinião.

Para Manuel Brito-Semedo, os jornais são efémeros e têm uma duração de vida que é de uma semana e depois disso as pessoas as colocam de lado.

Entretanto, agora quem quiser fazer uma pesquisa ou um estudo sobre o percurso do país, o quotidiano, é possível ter acesso as linhas editoriais através do arquivo do jornal ou através deste livro.

Esta coletânea, informou, é uma forma do jornal marcar e querer ser uma referência em Cabo Verde, enquanto texto, qualidade do texto que produz e a fidelidade dos factos.

Ainda neste percurso de mudança, o jornal pretende colocar em livro as crónicas que saíram no jornal na rúbrica “Na esquina do tempo”, de Brito-Semedo, e “Identidade Cabo-verdiano”, de Almada Dias, para assinalar o dia Nacional da Cultura, em outubro.

O ato de apresentação desta coletânea acontece no final da tarde de hoje e estará a cargo dos professores doutores Wlodzimierz Szymaniak e Manuel Brito-Semedo.

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