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Escola de dança “Nicole” conta com 250 bailarinos para o VII Festival “Talentos Escondidos”

O Festival de “Talentos escondidos“ é um evento que acontece desde 2009 na Cidade da Praia.

Mentora da escola de dança

créditos: Cláudia Marques

Promovido pela escola de dança “Nicole”, o Festival “Talentos Escondidos” já vai na sua sétima edição. Segundo Nicole Barros, o ano passado, 2016, foi o único em que optaram por não fazer o show para investir noutras áreas.

Este ano, a escola quer apostar num espetáculo de maior qualidade. “Queremos dar mais um passo (…) e subir o nível do nosso espetáculo”, explica a mentora da escola e acrescenta que a evolução do primeiro show até hoje é notável.

Segundo nota da organização, o objetivo deste evento é “proporcionar ao público praiense momentos lúdicos” num um espetáculo que visa também mostrar “o desempenho dos alunos da “Escola de Dança Nicole”, existente há quatro anos”.

O show conta com um elenco de 250 bailarinos que são alunos da Escola de dança “Nicole” com idades a partir dos 2 anos.

Apesar da sétima edição do evento não ter um tema, a responsável adianta que escola vai apostar nos ‘clássicos’ e também mostrar outros estilos de dança como os ritmos latinos e o hip hop.

O evento terá ainda participantes convidados nomeadamente crianças do ICCA, que segundo a mentora da escola são a grande novidade deste ano. “Estamos a apostar na solidariedade levando ao palco crianças do ICCA para dançar connosco”.

Dos convidados fazem ainda parte os grupos 3MS e CAP KRW, um grupo de hip hop que já tem por hábito colaborar com a escola.

O espetáculo acontece a 18 de fevereiro no espaço Hangar 7, em Achada Grande Trás, pelas 18h30.

Apesar de ser uma sala maior do que o habitual, Nicole Barros salienta que o show tem o seu público fiel e que ambicionam ter uma boa plateia.

O preço dos bilhetes é de 500 escudos para crianças e 1000 para adultos.

Desafios

A mentora e professora desta escola de dança, Nicole Barros, cita alguns desafios enfrentados no dia-a-dia pela instituição.

“No ballet não temos alunos rapazes”, confessa e explica que é uma questão cultural em Cabo Verde em que existe o preconceito de que esta modalidade não é para meninos.

“Mas no espetáculo de ballet clássico é importante ter um bailarino. Se queremos fazer um casal, não conseguimos”, lamenta.

Montar anualmente o festival também acarreta desafios e apesar da situação ter melhorado ao longo dos anos, a responsável salienta que não é fácil arranjar patrocínios. “Poderia existir mais apoio nesta área da dança”.

Salienta que muitos pais pensam que a dança é algo amador e que as crianças vão às aulas “apenas para se divertir”. “Mas não é assim, há que ter responsabilidade, disciplina nos ensaios”.

Encontrar pessoas com alguma formação e experiência para dar aulas também não é fácil. “Precisamos de mais professores”, lança o repto e a aposta na formação e em professores é um dos objetivos para 2017 da Escola de Dança Nicole.

7º Festival Talentos Escondidos

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