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Cinco artistas nacionais participam na exposição “Conexões Afro-Ibero-Americanas”

Abraão Vicente, Alex da Silva, Luísa Queirós, Manuel Figueira e Mito são os cinco artistas cabo-verdianos que participam a partir de hoje, em Lisboa, na exposição “Conexões Afro-Ibero-Americanas”, organizado pela UCCLA.

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugurou hoje, no final da tarde, a exposição “Conexões Afro-Ibero-Americanas”, que só está aberta ao público a partir desta quarta-feira e poderá ser visitada até ao dia 30 de Abril, de terça a domingo, das 10:00 às 18:00.

Trata-se de uma iniciativa da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e do Coletivo Multimédia Perve, que conta com o apoio institucional da Câmara Municipal de Lisboa e do Museu Coleção Berardo.

Segundo apurou hoje a Inforpress em Lisboa, esta mostra conta com a presença de 63 “importantes autores”, oriundos de África (Angola, Cabo Verde, Guiné, Moçambique e São Tomé e Príncipe), Península Ibérica (Portugal e Espanha) e continente americano (Brasil, Chile, Argentina e Cuba).

Para além dos cinco artistas cabo-verdianos destacados, o evento conta com obras de nomes sonantes como Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, Salvador Dalí, Pablo Picasso, Joan Miró, Malangatana, Wifredo Lam, Marcelo Grassmann, Fernando Botero, Eduardo Nery, Mito e outros.

Segundo uma nota de imprensa divulgada pela UCCLA, foi selecionado o Coletivo Multimédia Perve como produtor e responsável pela Curadoria, por ser uma associação de arte e cultura, sem fins lucrativos, “experiente e simultaneamente depositária de um património artístico significativo e valioso” das artes plásticas contemporâneas, entre os quais se destaca o da Casa da Liberdade, de Mário Cesariny.

O programa artístico desta exposição, da responsabilidade do curador Cabral Nunes, está organizado em três núcleos: “Autoritarismo, Ditames e Resistência” envolve o período do Estado Novo à extinção da União Soviética e “O Dealbar das Democracias”, que traz as obras influenciadas pelo período revolucionário e de construção dos sistemas democráticos.

A terminar estão as obras do núcleo “Presente-Futuro”, produzidas sob os condicionalismos da atual globalização.

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