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Associação teatral “Fladu Fla” regressa aos palcos

Grupo vai apresentar a peça teatral “Homem, Eterno Prisioneiro”.

A Associação Teatral “Fladu Fla” regressa aos palcos um ano depois com a peça teatral “Homem, Eterno Prisioneiro” que estreia esta sexta-feira,10, na sala de espetáculos do Palácio da Cultura Ildo Lobo, Cidade da Praia.

Em conferência de imprensa ontem, dia 7, na Cidade da Praia, o presidente da Associação Teatral “Fladu Fla”, Sabino Baessa, adiantou que a data da estreia da peça que conta com cinco atores (dos quais quatro mulheres) foi escolhida tendo em conta as proximidades do Dia dos Heróis Nacionais.

De acordo com o presidente do grupo, a estreia agendada para as 18:30, e que conta com apoio do Ministério da Cultura, vai ser de “drama, e de muitas emoções”.

A peça “Homem, Eterno Prisioneiro”, segundo explicou Sabino Baessa, é a simbiose entre a teoria da evolução das espécies e a teoria da criação humana. Da luta pela sobrevivência entre as espécies e o seu aprisionamento pela sua própria condição de vida, constitui o conteúdo do do primeiro ato.

“Da irracionalidade à racionalidade dos seres, a peça entra no seu segundo momento cénico, pois, o homem como protagonista e promotor do seu próprio destino, traça o seu percurso histórico, definindo como meta o infinito”, disse.

Acrescentou ainda que é nesta evolução que se encontra a personagem de Amílcar Cabral como “sonhador da Nação Crioula”, em que o segundo ato da peça vai julgar Cabral pelo facto de ter sonhado um Cabo Verde que “temos hoje”.

Deste julgamento, avançou que vai se encontrar a solução de que Amílcar Cabral já não vai pertencer ao estágio de conhecimento que é do plano de julgamento, mas ultrapassar esse estágio para uma nova dimensão.

A peça considera que existe vários estágios de conhecimento, a nível dos animais, dos homens e do plano que consideraram de “plano celestial”. E a medida que o homem se vai evoluindo vai adquirindo conhecimento ao longo do tempo e Amílcar Cabral também passou por estágio superior precisamente para delinear essa evolução que é contínua, reforçou.

Em relação às outras apresentações que já estão agendadas algumas, que na devida altura serão revelados.

Em termos de projetos, adiantou que têm em carteira a realização do “Festival Regional de Teatro” aprazado para o mês de Agosto, “Festival Nacional de Teatro” e “Festival Internacional de Teatro”, mas do “teatro de identidade cultural”, tendo em conta que já há um outro Festival Internacional do Teatro-Mindelact, em São Vicente.

Segundo explicou o “festival Internacional de Teatro” vai focalizar na “identidade cultural”, ou seja, na nessa da globalização que se atravessa a afirmação dos grupos ou do próprio país centra-se na “identidade cultural”.

No que concerne ao “Festival Regional de Teatro”, revelou que vai ser só com os grupos teatrais da ilha de Santiago, tendo em conta que já fizeram o levantamento e encontraram existência de vários grupos com “potenciais” e trabalho de “qualidade”, mas carecem de “alguma orientação”.

“Nós queremos ser o orientador desses grupos, ou seja, vamos fazer com que aprendamos um com os outros”, enfatizou.

“Sexta-feira 13” foi a última peça da companhia de teatro que se assentou em 14 de Agosto de 2002, por um grupo de legionários católicos do PRESIDIUM de Arca de Aliança (cinco elementos) e teve a sua personalidade jurídica como Associação Teatral do FLADU FLA em 27 Março de 2004, que portanto caminha para os 15 anos de existência.

Os bilhetes de ingresso já estão à venda no Palácio da Cultura Ildo Lobo, a 300 escudos.

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