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Abraão Vicente: Apontar a enorme potencialidade do campo artístico tem sido um exercício “corriqueiro e repetitivo”

O ministro falava na cerimónia de empossamento do novo diretor-geral das Artes e Indústrias Criativas (DGAIC), Adilson Gomes.

créditos: Inforpress

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas considerou ontem, 23, que falar do poder das arte e cultura tornou-se um lugar comum, apontar a enorme potencialidade do campo artístico cabo-verdiano tem sido ao longo dos tempos um exercício “corriqueiro e repetitivo”.

Abraão Vicente, que falava na cerimónia de empossamento do novo diretor-geral das Artes e Indústrias Criativas (DGAIC), Adilson Gomes, sublinhou ainda, no seu discurso, que o setor precisa de “muito trabalho”,  com vista à sua “profissionalização, à sua formalização e a à sua consolidação”.

“É neste âmbito que estamos a sistematizar e a reorganizar as instituições afetas ao Ministério, a criar os respetivos estatutos e orçamentos, a gerir por metas, no sentido de certificarmos que cada etapa é cumprida com o máximo rigor e eficácia”, garantiu.

O governante avançou, igualmente, que, brevemente, o Centro Nacional de Artesanato e o Centro Cultural do Mindelo terão os seus estatutos, os museus de Cabo Verde terão um estatuto moderno e adaptado à nossa realidade, na garantia de que cada Museu será criado por diploma próprio, assim como os centros culturais afetos ao Ministério da Cultura terão estatutos adaptados à sua condição.

Adiantou que medidas estão sendo tomadas para a regulação do mercado da música, das atuações e dos espetáculos, pelo que, sublinhou, espera do novo diretor geral das Artes e Indústrias Criativas, “ambição, inovação, programação de excelência” e um “líder capaz de motivar, congregar vontade e projetar a programação cultural” feita em Cabo Verde.

No ato deixou uma mensagem de “apreço, amizade e reconhecimento” pelo trabalho realizado pelo DGAIC cessante, Ivan Santos, que, no seu entender, ” fez um trabalho meritório”, revitalizou o Palácio da Cultura Ildo Lobo e que, com “uma equipa dinâmica, congregou a comunidade artística da cidade da Praia e abriu novas portas a novíssimos talentos”.

Por sua vez, o DGAIC ora empossado, Adilson Gomes, comprometeu-se a utilizar o seu “saber fazer” no setor das artes para dinamizar a cultura cabo-verdiana.

“Vou começar uma das tarefas mais árduas e desejada da minha vida profissional, que é trabalhar em prol da nossa cultura. Nunca a cultura cabo-verdiana esteve tão engajada, com gentes capacitadas que sabem fazer, sabem o que querem e que vão fazer custa o que custar”, disse.

Adilson Gomes é licenciado em Teatro, vertente Produção, pela Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) de Amadora (Portugal) e mestrando em Empreendedorismo e Estudos da Cultura, com especialização em Indústrias Criativas e Entretenimento pelo ISCTE – IUL (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa).

O novo DGAIC já lecionou as cadeiras de Gestão Cultural em diferentes níveis, na Escola Superior de Teatro e Cinema e colaborou com o Teatro Nacional D. Maria II por três (3) anos.

Com larga experiência nas artes e nas indústrias criativas, Adilson Gomes já fez parte de inúmeras produções de projetos de Cabo Verde, de cabo-verdianos residentes e na diáspora e portugueses.

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