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Santa Catarina: Equipa da gravação do filme “Os dois Irmãos” destaca profissionalismo dos atores cabo-verdianos

“Os dois Irmãos” é o terceiro filme cabo-verdiano que Francisco Manzo produz em Cabo Verde.

créditos: SAPO c/ Inforpress

O produtor e realizador do filme “Os dois Irmãos”, de Germano Almeida destacou hoje que ”valeu a pena” terem apostado nos atores cabo-verdianos para interpretar esta trágica história relacionada com a questão da honra, da justiça e do isolamento.

Duas semanas depois do início das gravações que decorrem na localidade de Chão de Tanque, interior do concelho de Santa Catarina (Santiago), a equipa técnica, constituída por portugueses abriu as portas do cenário para a comunicação social.

Do livro para o cinema, o filme vai contar a história de um homem emigrante em Portugal que regressa a Cabo Verde, chamado pelo pai, para ser confrontado com a traição da sua mulher com o seu próprio irmão. A história termina com o crime de fratricídio.

O filme que ronda um milhão de euros, está previsto para terminar em finais de abril, e segundo o realizador, Francisco Manzo, as gravações têm decorrido de forma “fantástica”, pois, a sua equipa tem tido uma boa recepção por parte da comunidade que tem colaborado.

“Os dois Irmãos” é o terceiro filme cabo-verdiano que Francisco Manzo produz em Cabo Verde, mas este, segundo disse tem uma particularidade, porque é interpretada somente por actores cabo-verdianos.

“Em Cabo Verde não há propriamente atores profissionais, mas é interessante ver como estão empenhados neste filme e conseguem sentir a experiência que um ator de cinema tem. Eles têm feito os papéis tão bem e estão a interpretar muito bem as suas personagens e acho que o filme vai correr bem”, disse.

Para o realizador, a experiência tem sido “gratificante” não só para os técnicos portugueses, como para os técnicos cabo-verdianos, que pela primeira vez, estão a ter uma experiência com o cinema.

Para além de Chão de Tanque, a cena do filme vai ser gravada também na comunidade piscatória de Rincão e de Ribeira da Barca e, de acordo com o realizador, o filme que retrata a questão da honra e do isolamento das pessoas, merece uma reflexão profunda sobre essas questões.

Francisco Manzo espera que esta coprodução entre a empresa Take2000 e o Governo de Cabo Verde possa mudar muita coisa, porque o filme que se espera ter um circuito internacional, pode trazer algo de novo em termos de produção para os actores e para a cultura de Cabo Verde.

O produtor cinematográfico português e sócio gerente da TAKE 2000-Produções, José Mazeda, também destacou o profissionalismo que os atores cabo-verdianos têm tido para representar bem os seus papéis, como se fossem um ator de cinema.

O filme conta com a participação dos atores cabo-verdianos residentes em Portugal e na ilha de São Vicente, como Flávio Hamilton, Manuel Estevão, João Paulo Brito, Alexandre Fonseca Soares, Agnelo Varela e Raquel Monteiro e de Santa Catarina destacam o actor Gil Moreira, Cláudio Correia e Adalberto Teixeira.

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