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Sal: 8ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cabo Verde arranca hoje em Santa Maria

A 8ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cabo Verde (CVIFF) arranca hoje na cidade de Santa Maria, Ilha do Sal, onde até sábado vão ser exibidos 15 filmes de realizadores de diferentes países.

Cabo Verde International Film Festival

O filme do único realizador cabo-verdiano Neu Lopes, intitulado MOR (My Love), com uma duração de 48:10 minutos, a concorrer na categoria longa-metragem, faz a abertura do certame, que acontece às 19:00, no espaço 32.

Além de Cabo Verde, as outras películas selecionadas vêm de França, Holanda, Estados Unidos, Rússia, Letônia, Austrália, Brasil e Suíça, que irão competir para Melhor Longa-metragem, Melhor Longa-metragem Documentário, Melhor Curta-metragem, Melhor Curta-metragem Documentário, e o Prémio Parda que vai para o melhor filme desta edição.

Este ano, o CVIFF apresentou a categoria de estudante, onde apenas universitários de 3º e 4º anos em Cabo Verde poderiam inscrever-se, mas candidatou-se apenas uma aluna, pelo que teve que ser cancelada.

Porém, a produtora executiva Suely Neves, da V!Va Imagens, promotora do evento, prometeu trabalhar no sentido de alcançar esse desiderato.

Suely Neves, segundo a qual problemas financeiros dificultam melhor organização do Festival Internacional de Cinema, espera contar com uma boa presença do público, para engrandecer o evento e a votação do melhor trabalho cinematográfico cujas exibições decorrem em simultâneo no espaço 32, e à beira-mar do Hotel Odjo d’Água.

O festival conta ainda com a participação de um realizador descendente de cabo-verdiano, vindo de Los Angeles, também uma realizadora cabo-verdiana, residente na Alemanha, pretendendo-se que estas presenças venham permitir criar sinergias, com vista a motivar e envolver mais cabo-verdianos, estudantes universitários, especialmente, na arte cinematográfica.

Também no decorrer do festival, o cinema no espaço da SOCOL, nos Espargos, vai acolher uma experiência nova, com a exibição de duas películas especiais – as quais não entram nesta competição -, sendo “Canhão de Boca” do realizador cabo-verdiano Ângelo Lopes, e “Do outro lado do Atlântico”, um longa-documentário brasileiro, que retrata a estória, a experiência de estudantes cabo-verdianos que vão estudar naquele país sul-americano.

Durante estes dias, dois filmes concorrem para a categoria de longa-metragem, cinco para longa-metragem documentário, oito para a categoria de curta-metragem, e o “Prémio Parda”, destinado para o melhor filme desta edição.

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