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Roman Polanski vê recusado apelo para regressar aos EUA

O cineasta, que ganhou o Óscar com "O Pianista", quer regressar aos EUA, de onde fugiu pouco depois de ser condenado pela violação de uma adolescente em 1977.

Roman Polanski viu recusado pela justiça de Los Angeles o seu pedido para ter garantias de não ser preso pela violação de uma rapariga de 13 anos caso se desloque aos EUA.

O tribunal diz que os seus advogados não citaram nenhuma autoridade para apoiar o seu pedido de uma moção que obrigasse os procuradores a tornar públicos vários documentos sobre o processo.

O premiado cineasta franco-polaco de "O Pianista" e "Chinatown", agora com 83 anos, confessou ter tido "relações sexuais ilegais" com Samantha Gailey em casa do ator Jack Nicholson, mas negou a violação como parte de um acordo e ficou 42 dias preso numa penitenciária do estado da Califórnia, antes de ser libertado.

Polanski alega que o juiz do caso, Laurence Rittenband, recusou esse acordo em 1978 que tinha sido feito com os procuradores e que implicaria 48 dias de prisão, dizendo que devia cumprir até 50 anos.

Por causa disso, fugiu dos EUA há 39 anos e enfrentou desde então vários pedidos de extradição. Em 2009, ele ainda passou um ano preso na Suíça, onde mora.

O advogado do realizador acredita que se a existência de um acordo secreto for reconhecido pela Justiça polaca, esta deve convencer as autoridades dos EUA de que a pena já foi cumprida. Assim sendo, o tribunal devia aceitar "o princípio de cortesia", o que permitiria a Polanski regressar sem medo de ir para a prisão.

Na sua mais recente deliberação, o tribunal de Los Angeles diz que os procuradores têm o direito a recusar discutir quaisquer matérias substantivas sobre o caso até que o realizador compareça fisicamente à jurisdição das autoridades.

Finalmente, assinala que Roman Polanski não tem direito de se valer do poder daquela instância para ouvir o seu apelo enquanto estiver abertamente em desrespeito de uma ordem legal desse mesmo tribunal.

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