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Revoltas de Santa Catarina retratadas em documentário com estreia para fevereiro

As três revoltas dos camponeses ocorridas nas localidades de Ribeira dos Engenhos (1822), Ribeirão Manuel (1910) e Achada Falcão (1841), em Santa Catarina (Santiago), vão serem retratadas numa série de três documentários com estreia marcada para fevereiro.

créditos: Inforpress

Em declarações à Inforpress, momentos antes da socialização do projeto com a equipa camarária, o mentor do projeto, Eliezer Borges, explicou que o mesmo encontra-se dividido em três fases, sendo a primeira a revolta da Ribeira dos Engenhos, a segunda a de Ribeirão Manuel e a terceira a de Achada Falcão.

A mesma fonte explicou que o primeiro documentário é dividido em dois episódios, em que o primeiro, que já se encontra na fase final, vai estrear em fevereiro com projeções no concelho e em plataformas digitais, e o segundo para finais de julho.

O também professor de Inglês no Liceu Amílcar Cabral acrescentou que o primeiro episódio da série sobre a revolta dos Engenhos vai ser com base em entrevistas e narrativas com paisagens daquela localidade, e o segundo baseado em encenação para que possam mostrar ao público a cena das manifestações realizadas naquela altura.

Em relação às outras duas revoltas, sendo a de Ribeirão Manuel a segunda a ser documentado e de Achada Falcão a última, vão depender das “críticas” e de financiamentos.

“O projeto vai basear em textos de vários autores que abordaram as questões dessas revoltas do interior de Santiago, mas o livro do escritor cabo-verdiano que reside nos Estados Unidos Adilson Pereira intitulado ‘As Revoltas’ é o principal suporte”, disse, ajuntando que o autor tem” contribuído e tanto” no projeto.

Para as gravações, informou que têm contado com apoio financeiro dos professores chineses do Instituto Confúcio, que lecionam a disciplina de Mandarim no Liceu Amílcar Cabral, os quais, além de apoio financeiro, têm colocado equipamentos daquela instituição à disposição da equipa.

Por outro lado, Eliezer Borges, que dirige o documentário que surgiu da necessidade de as revoltadas não terem um suporte em vídeo e de contribuir para a valorizar da história, almeja adquirir mais equipamentos para as filmagens, tendo em conta que já tem um drone para possam dar continuidade ao projeto.

No documentário, que conta com envolvimento de oito pessoas, nesta primeira fase, já foi utilizado o montante de 200 contos.

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