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"Piratas das Caraíbas" chegou ao fim? Produtor não dá certezas sobre o futuro

"Homens Mortos Não Contam Histórias" fez menos dinheiro do que se esperava nas salas de cinema e mergulhou a saga na incerteza, avançou o produtor Jerry Bruckheimer.

Apesar de ser uma das sagas mais rentáveis de Hollywood, parece que "Piratas das Caraíbas" só terá futuro em Hollywood se forem boas as receitas de vídeo do recente "Homens Mortos Não Contam Histórias".

O todo poderoso produtor Jerry Bruckheimer não se quis comprometer com um sexto filme que parecia garantido há alguns meses, quando se ponderou filmar dois filmes de seguida.

"Espero que possamos continuar a fazê-los, mas neste momento estamos a divertir-nos tanto apenas a promover este que teremos de esperar para ver. Temos esperança que seja um grande sucesso em DVD como foram os outros. Depois esperançosamente iremos sentar-nos e ver para onde vamos", explicou ao Yahoo! Movies.

"Homens Mortos Não Contam Histórias" regressou à receita original do sucesso de "A Maldição do Pérola Negra" de 2003: o Capitão Jack Sparrow interpretado por Johnny Depp enfrenta vários perigos e uma ameaça sobrenatural, agora representada pelo Capitão Salazar de Javier Bardem.

Além da chegada de Kaya Scodelario e Brenton Thwaites ao elenco, voltaram Geoffrey Rush, Keira Knighley e Orlando Bloom.

Apesar de todos os ingredientes, as críticas foram fracas e as receitas abaixo do que esperava a Disney, tornando-se o primeiro "Piratas" a não chegar aos 200 milhões de dólares nos EUA.

A nível mundial, chegou aos 792 milhões, o que ainda é impressionante, mas apenas o suficiente para ficar em quarto lugar na história da saga, muito longe do que conseguiram os três últimos filmes.

Citado pela comunicação social como um exemplo do crescimento da "fadiga com as sagas", Jerry Bruckheimer desvaloriza e acha que os resultados foram "fenomenais", recordando que se trata de um quinto filme num mercado em baixa em que o dólar está muito valorizado.

"Este filme teria feito mil milhões de dólares se tivesse sido na mesma situação financeira [de "Em Estranhas Marés", de 2011]. Mas perdemos 27% do nosso dinheiro só por causa das taxas de câmbio", justificou.

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