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Óscares para "Mulher-Maravilha"? Estúdio vai gastar milhões em campanha

Após o sucesso mundial, a ambição é colocar "Mulher-Maravilha" na corrida ao Óscar de Melhor Filme. Donald Trump pode dar uma ajuda.

Após o sucesso mundial, a ambição é colocar "Mulher-Maravilha" na corrida ao Óscar de Melhor Filme. Donald Trump pode dar uma ajuda.

"Mulher-Maravilha" vai ter direito a uma grande campanha para os Óscares.

Segundo a revista Variety, o estúdio Warner Bros não está a pensar só na corrida aos prémios nas habituais categorias técnicas, mas está a apontar para as maiores: Melhor Filme e Melhor Realização.

Para voltar a colocar "Mulher-Maravilha" no centro das conversas, a Warner Bros. vai investir muito dinheiro em publicidade, envio de DVDs, viagens da equipa para Los Angeles e Nova Iorque para eventos e visionamentos, tudo para convencer os votantes.

Gal Gadot, a atriz principal, estará envolvida nesta longa campanha que arranca em força no outono.

Com 781 milhões de dólares, "Mulher-Maravilha" é mais rentável dirigido por uma mulher (Patty Jenkins) e o plano é transformar esse sucesso inédito na primeira adaptação de um 'comick book' a conseguir a nomeação para Melhor Filme.

O estúdio acredita que essa possibilidade é séria, tanto mais que a expansão de votantes da Academia trouxe membros mais jovens e de origens mais diversificadas.

Em 2009, ficou famosa a exclusão da categoria de outro filme do estúdio, "O Cavaleiro das Trevas", realizado por Christopher Nolan, apesar de recolher oito nomeações. Embora isso nunca tenha sido reconhecido oficialmente, foi uma das razões que levou a Academia a expandir Melhor Filme de cinco para até dez candidatos.

A estratégia também passa por uma grande aposta em Patty Jenkins para ser uma das cinco finalistas na Realização.

A seu favor está a forte mensagem feminista que é apoiada pela Hollywood mais liberal e é vista como uma forma de resistência ao presidente norte-americano Donald Trump.

Até agora, Kathryn Bigelow foi a única mulher a receber esse Óscar, graças a Estado de Guerra" (2009). Ironicamente, ela terá sido uma das realizadoras em consideração quando foi anunciada a adaptação de "Mulher-Maravilha" ao cinema.

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