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Governo destaca a promoção do país a nível internacional com o filme “Os dois irmãos"

O Governo acredita que este “casamento” que houve entre a literatura e o cinema vai abrir novas portas para os atores e pessoas ligadas à produção.

créditos: Foto@Inforpress

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, afirmou hoje que a gravação do filme “Os dois irmãos” de Germano Almeida vai ajudar Cabo Verde a conquistar o cinema e a promover a cultura do país além-fronteiras.

A convite do ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, o chefe do Executivo esteve na localidade de Rincão, em Santa Catarina (Ilha de Santiago) para assistir as gravações deste filme, produzido pela Take 2000, em parceria com o Governo de Cabo Verde.

O Governo engajou-se na produção deste filme desde a primeira hora, uma vez que, segundo, Ulisses Correia e Silva, está a criar uma dinâmica “muito importante” no país e porque há uma “forte componente” da promoção de Santa Catarina e do país.

“Existe uma boa parceria entre os produtores, atores e cineastas portugueses e cabo-verdiano, e isso deixa uma escola, uma aprendizagem muito importante, para além de ser a forma de conquistarmos palcos do cinema internacional”, disse, indicando que o cinema tem esta força de mostrar a cultura, as paisagens, o país e promover internacionalmente Cabo Verde.

O Governo acredita que este “casamento” que houve entre a literatura e o cinema vai abrir novas portas para os atores e pessoas ligadas à produção, que ganharam mais qualificação com essa experiência, mas também abre portas para novas produções.

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, que tem acompanhado as gravações, destacou a envolvência dos técnicos cabo-verdianos e dos portugueses nesta produção e o profissionalismo dos atores cabo-verdianos.

Abraão Vicente vangloria que foi uma “aposta de sucesso”, porque, segundo disse, de todas as imagens já visualizadas, no final vão ter uma “boa surpresa”.

Em relação à não envolvência de empresas audiovisuais do país na produção, o governante assegurou que se estes não estão presentes é porque “não tiveram pro-actividade para envolver-se”, sendo que foi feito um “casting” e solicitada participação de técnicos de várias áreas.

“Fizemos um acordo no sentido de não só envolver atores cabo-verdianos (..), mas também empresas de audiovisuais, acredito que o realizador e o produtor fizeram todos os esforços para envolver as empresas e se alguém não está cá, é porque a equipa já estava completa, mas não acredito que há muita polémica a volta disso”, esclareceu.

Entretanto, de acordo com o ministro, as empresas cabo-verdianas vão sentir o benefício de uma produção deste nível, quando estiver no cinema e quando Cabo Verde conseguir atrair grandes produções.

Para a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Santa Catarina, Jassira Monteiro, que também acompanhou as gravações, este filme vai dar “grande visibilidade” ao seu concelho a nível nacional e internacional e ainda vai ajudar no desenvolvimento da economia local e permitir uma troca de culturas entres os dois povos.

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