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Depois do escândalo, Harvey Weinstein é expulso do Sindicato de Produtores de Hollywood

O sindicato de produtores de Hollywood (PGA, na sigla em inglês) oficializou, na segunda-feira, a expulsão de Harvey Weinstein, após as denúncias de assédio e abuso sexual.

“Dado o comportamento amplamente descrito do senhor Weinstein, com novos artigos ainda a emergirem, o conselho de administração do sindicato de produtores votou por unanimidade pela proclamação da exclusão vitalícia”, escreveu o PGA em comunicado.

O conselho do sindicato é composta por 20 mulheres e 18 homens.

Quando iniciou o processo para expulsar o produtor o Sindicato tinha dito: "O assédio sexual de qualquer tipo é completamente inaceitável. Esse é um problema sistémico e generalizado que requer a imediata atenção da indústria".

Mais de 80 mulheres, incluindo estrelas de Hollywood como Gwyneth Paltrow ou Angelina Jolie, acusaram publicamente o influente produtor de assédio ou violação sexual, na sequência da publicação, há um mês, de investigações pelo jornal New York Times e pela revista New Yorker.

Harvey Weinstein, que nega ter tido mantido relações sexuais não consentidas, foi já expulso, a 14 de outubro, da Academia de Cinema e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que atribui os Óscares e que já confirmou que vai criar um código de conduta para os seus membros.

"Não só nos distanciamos de alguém que não merece o respeito dos seus colegas como enviamos uma mensagem para que termine a era de ignorância deliberada e vergonhosa cumplicidade na nossa indústria", informou o comunicado da Academia.

O ator de "O Padrinho, Parte II" (1974) Carmine Caridi tinha sido até agora o único membro da Academia expulso: foi acusado de emprestar cópias dos filmes candidatos aos Óscares a um vizinho que era negociante de filmes pirateados.

Antes disso, a Academia Britânica de Artes Cinematográficas e de Televisão (Bafta) tinha também já suspendido o produtor.

O produtor norte-americano, galardoado com um Óscar de Melhor Filme por “A Paixão de Shakespeare” (1998), é atualmente alvo de uma investigação policial em Nova Iorque, Los Angeles e em Londres.

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