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"A Viagem de Arlo": A Pixar a ensinar-nos "o que significa crescer"

Em vez de um rapaz e do seu cão, um dinossauro e o seu humano. O realizador e a produtora do filme da Pixar contaram ao SAPO MAG, em Madrid, como da amizade entre os dois protagonistas nasceu uma história sobre o crescimento e a natureza.

E se há muitos, milhões de anos atrás, os dinossauros não tivessem sido extintos? A 16ª longa-metragem dos estúdios da Pixar parte daqui para acompanhar a travessia de Arlo, o filho mais novo (e inseguro e desajeitado) de uma família de dinossauros, e de Spot, antagonista inicial que se torna amigo para a vida. Não deixamos aqui qualquer spoiler ao revelar a evolução da relação, até porque o realizador, Pete Sohn, salienta que o nascimento e progressão desta amizade é mesmo o centro emocional de "A Viagem de Arlo".

"Tentámos captar o que significa crescer, contar uma história sobre o crescimento", sublinha o animador norte-americano de ascendência coreana a propósito da sua estreia nas longas-metragens depois de assinar a  curta "Parcialmente Nublado", de 2009 - apenas um dos muitos filmes da Pixar em cujos créditos deixou o nome, tendo colaborado na animação, produção ou vozes na maioria das apostas da casa, como "À Procura de Nemo", "Ratatui" ou "Up - Altamente!".

Uma narrativa clássica, com menos diálogos do que o habitual num filme dos estúdios, aliada a um duplo papel da natureza (da "beleza inspiradora" à "ameaça mortal"), destacam-se como elementos-chave desta viagem, assinalam Sohn e Denise Ream. A produtora, também responsável pelos efeitos especiais de títulos das sagas "Star Wars", "Harry Potter" ou "MIB - Homens de Negro", realça o esforço em tornar credível a vertente da "natureza como antagonista", o que explica não só o realismo invulgar de algumas sequências - para um filme de animação - como as muitas ameaças que os protagonistas encontram pelo caminho.

"Este filme é, no fundo, sobre ultrapassarmos os nossos medos, e queríamos estar à altura desse tema", confessa Sohn ao apresentar a proposta da Pixar para a quadra natalícia e a segunda dos estúdios estreada este ano, depois de "Divertida-mente", em junho. O realizador diz ainda que este é também dos filmes da casa com os protagonistas mais jovens de sempre. Já a idade dos espectadores, pela 16ª vez desde "Toy Story" (1995), deverá ser ainda mais abrangente do que a faixa dos 7 aos 77.

O SAPO MAG viajou a convite da Disney.

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