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"A Bela e o Monstro": Nova versão do filme da Disney é "propaganda gay", diz deputado russo

O deputado russo Vitali Milonov afirmou neste sábado ao ministério da Cultura que avalie bem o novo filme da Disney, "A Bela e o Monstro", por considerar que infringe uma lei que proíbe "a propaganda gay".

Milonov classificou "A Bela e o Monstro", uma adaptação em imagem real do popular filme dos anos 1990, de "descarada propaganda do pecado e das relações sexuais pervertidas", numa carta enviada ao ministro da Cultura, Vladimir Medinski, à qual teve acesso a agência estatal RIA Novosti.

Bill Condon, o realizador do filme que vai estrear a 16 de março na Rússia, revelou que mostrará "o primeiro momento exclusivamente gay" num filme da Disney, apesar de alguns críticos já terem anunciado que as imagens estão longe de ser escandalosas. Essa parte do enredo centra-se na relação entre LeFou (interpretado por Josh Gad) e Gaston (Luke Evans).

Milonov pediu ao ministro da Cultura que organize uma projeção especial antes da estreia, a fim de "tomar medidas para vetar totalmente a sua exibição se forem encontrados elementos de propaganda homossexual".

O deputado é um dos principais impulsionadores da lei russa contra "propaganda gay", assinada pelo presidente Vladimir Putin em 2013.

A lei, que levantou muitas críticas na comunidade internacional, proíbe a distribuição de informações capazes de despertar o interesse de menores pelas "relações sexuais não tradicionais", o que é utilizado para vetar as manifestações do orgulho gay no país.

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